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Alencar também pediu reação do Ministério Público Federal (MPF)
Kennedy critica Raquel Dodge por omissão no caso Santa Cruz: ‘enfraquece a democracia’
01/08/2019, às 00:00 · Por Pedro Lopes
O jornalista Kennedy Alencar criticou a procuradora Geral da República, Raquel Dodge, por omissão no caso Santa Cruz. Segundo Alencar, ao desqualificar documentos e testemunhos oficiais sobre crimes da ditadura militar de 1964, chamando de “balela” o trabalho da Comissão da Verdade, o presidente Jair Bolsonaro "falseia a história. Mente para tirar credibilidade das instituições".
"É a mesma estratégia que ele usa em relação à imprensa. Cotidianamente, tenta minar a credibilidade de jornalistas e dos veículos de comunicação, porque assim fica mais fácil tomar medidas autoritárias", ele acrescenta que a imprensa e as entidades da sociedade civil também precisam reagir, como fez a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a ABI (Associação Brasileira de Imprensa).
Kennedy também pediu reação do Ministério Público Federal (MPF). A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão divulgou nota em que disse que “toda pessoa que tenha conhecimento do destino ou paradeiro da vítima e intencionalmente não o revele à Justiça pode ser, inclusive, considerada partícipe do delito”.
Foi resposta à afirmação cruel de Bolsonaro de que poderia contar ao presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, o que acontecera ao pai dele, Fernando Santa Cruz, um desaparecido de 64.
"Mas, nesse caso, quem poderia por atribuição legal investigar e eventualmente denunciar o presidente da República por crime comum é a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Até ontem, não se tinha notícia de ação de Dodge, que está interessada em ser reconduzida ao cargo por Bolsonaro", lamenta.
"Ao contrário da ação de Maia, a omissão de Dodge é uma falha do nosso sistema de pesos e contrapesos. Ela enfraquece a democracia", conclui. Ouça aqui a íntegra do comentário.
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