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A Gerência de Transplantes da SES e a equipe do Hugol estiveram mobilizadas juntamente com as equipes vindas de São Paulo e de Brasília
Com equipes de São Paulo e Brasília, Hugol faz captação de órgãos para transplante
08/06/2022, às 21:05 · Por Eduardo Horacio
Com o apoio logístico do Estado, equipes médicas de São
Paulo e Brasília vieram à Goiânia para a captação de órgãos de um adolescente
de 14 anos que estava internado no Hospital Estadual de Urgências Governador
Otávio Lage de Siqueira (Hugol). O procedimento foi realizado nesta
terça-feira, 7.
A gerente de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde
(SES), Katiúscia Freitas explicou que o jovem sofreu trauma após um acidente
doméstico e teve morte encefálica determinada em protocolos rígidos, por três médicos
distintos.
A Gerência de Transplantes da SES e a equipe do Hugol
estiveram mobilizadas juntamente com as equipes vindas de São Paulo, para
captação de coração e pulmão; de Brasília, captação de fígado e de Goiás, que
implantará os rins e, ainda a equipe da Fundação Banco de Olhos, que irá
transplantar córneas. O Estado disponibilizou helicóptero e batedores no apoio
logístico de transporte.
Durante todo o protocolo de morte encefálica, a família foi
acolhida e acompanhada por médicos, enfermeiros e psicólogos. “É importante
frisar que não existe convencimento, e sim uma orientação sobre o direito de
fazer a doação. As famílias ficam livres para tomarem sua decisão sob
orientações claras e percebemos que, mesmo em sofrimento pela perda, se sentem
confortadas por saberem que darão vida a outras pessoas”, explica Lucijane
Martins.
Dia histórico
De janeiro a maio deste ano, o Hugol foi o maior notificador e captador de
órgãos no Estado, segundo dados da Gerência de Transplantes. Pela primeira vez
desde 2018, o hospital voltou a fazer captação de pulmão. “Para nós é um dia
histórico, tem muitos profissionais que nunca viram uma cirurgia dessas; é um
órgão difícil de ser captado, por causa da questão da oxigenação, traumas ou
infecções por ventilação mecânica”, explica Lucijane Martins, supervisora da
Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hugol.
De acordo com a Gerência de Transplantes da SES até maio
deste ano foram registrados 200 casos de morte encefálica, que resultaram em 27
doações. No mesmo período de 2021 foram 39. Em Goiás, 1.500 pessoas aguardam
por um transplante. “A recusa das famílias de janeiro a maio foi de 70%, muito
alta. Temos equipes habilitadas e hospitais aptos com toda estrutura
operacional para reduzirmos essa fila. Contamos com a solidariedade dos
doadores que podem informar suas famílias desse desejo”, ressaltou Katiúscia
Freitas.
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