Poder Goiás
Goiânia, 03/04/25
Matérias
Divulgação

Gilmar está entre as cinco pessoas que foram presas preventivamente pela Polícia Federal no dia 22 de junho, na operação Acesso Pago

Filho de Gilmar Santos teve cargo comissionado com Gustavo Mendanha

28/06/2022, às 11:16 · Por Redação

Filho do pastor Gilmar Santos, Quemuel Ribeiro dos Santos foi comissionado na Prefeitura de Aparecida de Goiânia entre janeiro de 2017 e agosto de 2018 na gestão do atual pré-candidato ao governo Gustavo Mendanha (Patriota). De acordo com o Portal da Transparência do município, ele trabalhava como assessor na coordenação de marketing, ligada ao gabinete do prefeito com salário de R$ 2.454.

Gilmar está entre as cinco pessoas que foram presas preventivamente pela Polícia Federal no dia 22 de junho, na operação Acesso Pago. Os mandados foram expedidos em meio a investigação de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos do Ministério da Educação (MEC). Os investigados conseguiram liminar e foram liberados no dia seguinte.

Em Goiânia, o pastor é líder da igreja Assembleia de Deus Cristo para Todos. Ao longo dos anos, ele construiu relacionamento com lideranças políticas do estado.

Além de Gilmar, também foram presos o ex-ministro Milton Ribeiro, o pastor Arilton Moura, o ex-gerente de projetos da Secretaria Executiva do MEC, Luciano Musse, e o ex-assessor da Secretaria de Planejamento Urbano (Seplanh) da Prefeitura de Goiânia Helder Bartolomeu. O último é genro de Arilton.

Em sabatina em O Popular com pré-candidatos ao governo, em maio deste ano, Mendanha contou que conhece Gilmar “desde garoto”. Na entrevista, o ex-prefeito disse que acreditava na inocência do pastor, mas disse que não conhecia Arilton. A reportagem tentou, sem sucesso, contato com Quemuel pelas redes sociais e por meio da igreja liderada por Gilmar.

Quemuel não é o único familiar dos envolvidos no caso a ter ocupado cargo público. Quézia Ribeiro dos Santos Costa, filha de Gilmar, trabalhou com o deputado federal João Campos (Republicanos) no escritório político do parlamentar, localizado em Goiânia. Segundo o Portal da Transparência da Câmara dos Deputados, Quézia esteve no cargo de junho de 2021 a 27 de março de 2022 (cinco dias após as primeiras reportagens com denúncias sobre seu pai). Ela recebia salário bruto de R$ 2.541,59.


Gustavo Mendanha,