Matérias
Divulgação
Gilmar está entre as cinco pessoas que foram presas preventivamente pela Polícia Federal no dia 22 de junho, na operação Acesso Pago
Filho de Gilmar Santos teve cargo comissionado com Gustavo Mendanha
28/06/2022, às 11:16 · Por Redação
Filho do pastor Gilmar Santos, Quemuel Ribeiro dos Santos
foi comissionado na Prefeitura de Aparecida de Goiânia entre janeiro de 2017 e
agosto de 2018 na gestão do atual pré-candidato ao governo Gustavo Mendanha
(Patriota). De acordo com o Portal da Transparência do município, ele
trabalhava como assessor na coordenação de marketing, ligada ao gabinete do
prefeito com salário de R$ 2.454.
Gilmar está entre as cinco pessoas que foram presas
preventivamente pela Polícia Federal no dia 22 de junho, na operação Acesso
Pago. Os mandados foram expedidos em meio a investigação de tráfico de
influência e corrupção para a liberação de recursos do Ministério da Educação
(MEC). Os investigados conseguiram liminar e foram liberados no dia seguinte.
Em Goiânia, o pastor é líder da igreja Assembleia de Deus
Cristo para Todos. Ao longo dos anos, ele construiu relacionamento com
lideranças políticas do estado.
Além de Gilmar, também foram presos o ex-ministro Milton
Ribeiro, o pastor Arilton Moura, o ex-gerente de projetos da Secretaria
Executiva do MEC, Luciano Musse, e o ex-assessor da Secretaria de Planejamento
Urbano (Seplanh) da Prefeitura de Goiânia Helder Bartolomeu. O último é genro
de Arilton.
Em sabatina em O Popular com pré-candidatos ao governo, em
maio deste ano, Mendanha contou que conhece Gilmar “desde garoto”. Na
entrevista, o ex-prefeito disse que acreditava na inocência do pastor, mas
disse que não conhecia Arilton. A reportagem tentou, sem sucesso, contato com
Quemuel pelas redes sociais e por meio da igreja liderada por Gilmar.
Quemuel não é o único familiar dos envolvidos no caso a ter
ocupado cargo público. Quézia Ribeiro dos Santos Costa, filha de Gilmar,
trabalhou com o deputado federal João Campos (Republicanos) no escritório
político do parlamentar, localizado em Goiânia. Segundo o Portal da
Transparência da Câmara dos Deputados, Quézia esteve no cargo de junho de 2021
a 27 de março de 2022 (cinco dias após as primeiras reportagens com denúncias
sobre seu pai). Ela recebia salário bruto de R$ 2.541,59.
Gustavo Mendanha,