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Até aqui, tudo o que ele obteve foi o apoio de parte da cúpula do Republicanos

Isolada, pré-candidatura Gustavo Mendanha tem dificuldades de avançar

05/07/2022, às 10:39 · Por Redação

Desde a sua saída precoce do mandato de prefeito de Aparecida de Goiânia, o ex-prefeito Gustavo Mendanha (Patriota) se definha como possível candidato a governador. Até aqui, tudo o que ele obteve foi o apoio de parte da cúpula do Republicanos. Nada mais, nem esperança de futuras adesões ao seu projeto pessoal. Nem mesmo entre ex-companheiros de seu antigo partido, o MDB, residentes fora dos limites de Aparecida.

 

Esse total isolamento criou esse clima de definhamento na sua candidatura, e isso explicaria parte do desânimo de setores políticos que poderiam aderir ao seu projeto de poder. As únicas lideranças que se aproximaram dele fizeram isso muito mais por falta de espaço político-eleitoral dentro da enorme base de apoio do governador Ronaldo Caiado (União Brasil). Não foi por falta de tentativas que Gustavo Mendanha vê suas chances virarem pó. É que deu tudo errado mesmo. Sua aproximação com o PSDB marconista fez água muito rapidamente. Sua resposta foi uma repentina adesão aberta ao bolsonarismo.

 

O resultado dessa manobra, claramente oportunista, terminou com humilhação pública em pleno Palácio do Planalto. Mendanha estava lá, nos fundos de uma sala quando viu o presidente Jair Bolsonaro anunciar que o candidato dele ao governo de Goiás é o deputado federal Major Victor Hugo (PL).

 

Isso deveria servir para um reposicionamento de suas pretensões, mas ele não se moveu nessa direção. Assim, chegou agora ao fato que ainda poderia de dar algum fôlego: o prefeito Rogério Cruz, dono do principal mandato do Republicanos no Estado, declarou publicamente apoio à reeleição de Caiado.

 

Ao mesmo tempo, o calvário da já cambaleante pretensão de eleger governador teve mais uma pá de cal. O ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que em determinado momento de todo o processo lhe oferecia até a possibilidade de uma parceira e, talvez, uma coligação, se cansou do marasmo e anunciou estar disposto a disputar o governo pela quinta-vez, após a humilhante derrota em 2018, quando ficou em 5º lugar na corrida pelo Senado. Pior do que isso: Mendanha aparece atrás de Marconi em algumas pesquisas eleitorais publicadas até agora.

 

A tal joia principal de uma jamais concretizada constelação oposicionista chegou onde está, e de onde provavelmente não conseguirá sair: isolado em seu próprio grupo, sem nenhuma perspectiva de poder. A joia virou bijuteria.


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