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A categoria descarta novas paralisações
Auxílio de R$ 1.000 até dezembro a caminhoneiros é ‘fazer categoria de palhaço’, diz presidente de sindicato em Goiás
06/07/2022, às 14:14 · Por Redação
Os caminhoneiros autônomos de Goiás não concordam com a tentativa do Governo Federal de criar o auxílio de R$ 1 mil pois de acordo com representantes da categoria isso não suprirá as necessidades deles.
O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Goiás (Sinditac), Vantuir Rodrigues, assegurou que os repasses não resolvem o problema e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta utilizar os caminhoneiros para fins eleitorais.
“Seja R$ 1 mil ou R$ 400, como já foi colocado, não vai mudar nada. O governo quer fazer a categoria de palhaço com esse auxílio, aproveitando para usar os trabalhadores em ano de eleição”, apontou ao Portal P6.
A proposta, aprovada em dois turnos no Senado e encaminhada à Câmara Federal para votação ainda nesta semana, tenta controlar o aumento nos custos da categoria devido às altas no preço do óleo diesel.
Para ele, a prioridade do Executivo e Legislativo deveria estar em fiscalizar e fazer cumprir a lei do frete mínimo. Reivindicação antiga da categoria, a tabela deste valor foi sancionada em 2018 pelo então presidente Michel Temer, após a greve dos caminhoneiros que durou mais de 20 dias e bloqueou diversas rodovias no país.
“Fechamos as estradas lá atrás e a lei não está sendo cumprida. É só um exemplo de que não precisamos de ajuda que vem de auxílio, mas que o Governo cumpra com o que prometeu e invista em medidas que façam diferença”, argumenta.
A categoria, porém, descarta realizar novas paralisações. “Não adianta. Agora só paramos os demais trabalhadores pararem também”, completa.
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