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Os casos graves ocorrem mais comumente entre crianças e estão relacionados à extensão da exposição ao vírus, estado de saúde do paciente e natureza das complicações
Profissionais de saúde de Goiás recebem orientações sobre varíola dos macacos
08/07/2022, às 02:03 · Por Eduardo Horacio
A Secretaria de Saúde de Goiás (SES-GO) divulgou nota
técnica e realizou capacitações dirigidas a profissionais de saúde, da rede
pública e privada, para orientar quanto à operacionalização de medidas de
proteção e controle da transmissão da Monkeypox, doença conhecida como varíola
dos macacos. Por meio da Nota Técnica N.º 12, especificam-se os sintomas,
formas de transmissão, definição de casos e as medidas que devem ser adotadas
diante de casos suspeitos, prováveis e confirmados de Monkeypox no Estado.
A doença é uma forma de varíola, detectada primeiro no Reino
Unido, cuja transmissão pode ocorrer por meio do contato pessoa/pessoa, ou
ainda com material corporal humano contaminado com o vírus. É importante
reforçar que os macacos são vítimas da doença, assim como os humanos. O cenário
epidemiológico da Monkeypox é dinâmico, com atualizações periódicas por parte
da equipe que compõe a Sala de Situação do Ministério da Saúde (MS).
O Brasil registrou, até a última quinta-feira, 7, 142 casos
confirmados. Goiás segue investigando seis casos suspeitos. Os dados são
publicados a partir das notificações realizadas pelos serviços de saúde no
país. Goiás apresenta as informações epidemiológicas a respeito do agravo
utilizando o campo destinado aos Informes através do link https://www.saude.go.gov.br/boletins-informes
Capacitação
Já foram realizadas duas capacitações dirigidas a profissionais de saúde da
rede pública e privada. O objetivo é repassar as informações adequadas sobre o
manejo clínico em diagnóstico e conduta terapêutica, reforçando sobre os
medicamentos necessários no tratamento.
O primeiro treinamento, realizado em 20 de junho, envolveu
88 profissionais em um seminário. No dia 28, em outra atividade, foram
capacitados 147 profissionais de 54 municípios. As capacitações são realizadas
de forma on-line e serão disponibilizadas no site da SES para a atualização
permanente de qualquer profissional de saúde do Estado. A Secretaria dispõe de
grupo técnico especializado e conta com plantão 24 horas, sete dias por semana,
destinado a apoiar os profissionais de saúde e municípios na investigação e
monitoramento dos casos de Monkeypox no Estado.
Como prevenir
Entre humanos, a transmissão da varíola dos macacos ocorre por contato com
fluidos corporais, lesões na pele ou em mucosas, como boca ou garganta,
gotículas respiratórias durante contato pessoal prolongado e por meio de
objetos contaminados. A transmissão por gotículas respiratórias geralmente
requer contato pessoal prolongado, o que coloca os profissionais de saúde,
membros da família e outros contatos próximos de pessoas infectadas em maior
risco.
Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, inchaço dos gânglios
linfáticos, dor nas costas, dor muscular, calafrios e exaustão. A varíola dos
macacos é geralmente uma doença autolimitada com sintomas que duram de duas a
quatro semanas, denotada pelo surgimento de lesões na pele. O período de
transmissão da doença se encerra quando as crostas das lesões desaparecem. O
período de incubação é de seis a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.
Por ser transmissível, a doença exige cuidados para a
identificação dos pacientes, o isolamento, a notificação dos casos, a realização
de testes laboratoriais e o monitoramento dos contatos. O tratamento é baseado
em medidas de suporte com o objetivo de aliviar sintomas, prevenir e tratar
complicações e evitar sequelas.
Casos Graves
Os casos graves ocorrem mais comumente entre crianças e estão relacionados à
extensão da exposição ao vírus, estado de saúde do paciente e natureza das
complicações. As deficiências imunológicas subjacentes podem levar a resultados
piores.
As complicações podem incluir infecções secundárias,
broncopneumonia, sepse, encefalite e infecção da córnea com consequente perda
de visão. Historicamente, a taxa de letalidade variou entre 0 e 11% na
população em geral e tem sido maior entre crianças. Nos últimos tempos, a taxa
de mortalidade foi de cerca de 3%.
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