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Devidos aos cortes, a Universidade Federal de Goiás enfrenta dificuldades para manter despesas de manutenção, como energia, e corre risco de sofrer paralisação das atividades administrativas
Ministério Público tenta salvar UFG e institutos de cortes de Bolsonaro
07/08/2019, às 00:12 · Por Pedro Lopes
O Ministério Público Federal lançou nesta segunda-feira, 15, uma Ação Civil Pública com a intenção de suspender os efeitos do bloqueio imposto pelo presidente Jair Bolsonaro às universidades federais. Devidos aos cortes, a Universidade Federal de Goiás enfrenta dificuldades para manter despesas de manutenção, como energia, e corre risco de sofrer paralisação das atividades administrativas. Na ação, o MPF sustenta que “os cortes comprometem desde atividades de infraestrutura até o desenvolvimento de experimentos de pesquisa, projetos de inovação e de extensão”.
A ACP se soma às outras ações ajuizadas pelo órgão recentemente com o objetivo de barrar a suspensão do Governo aos Instituto Federal de Goiás (IFG) e ao Instituto Federal Goiano (IF Goiano). As ações foram impetradas na 3ª Vara da Justiça Federal em Goiás.
Contrariando o argumento do Governo, o MPF também alega que a economia é irrelevante “diante dos impactos negativos às instituições de ensino, evidenciando que a medida, além de ilegal e inconstitucional, é também desarrazoada e desproporcional”.
Em outras ocasiões, o reitor da UFG Edward Madureira afirmou que, se mantidos os cortes, a universidade não teria recursos para terminar o ano letivo.
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