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Macacos residentes em parques municipais e unidades de conservação têm saúde monitorada por biólogos e técnicos da Amma
Prefeitura de Goiânia atua no monitoramento da saúde dos macacos
15/07/2022, às 08:44 · Por Redação
Diante da confirmação de dois casos de Monkeypox na capital,
a Prefeitura de Goiânia assegura o monitoramento constante dos macacos
residentes nos parques municipais e unidades de conservação. Agência Municipal
de Meio Ambiente (Amma) é responsável pelos cuidados com os animais, e alerta
que maus tratos e agressões são atos passíveis de multa e detenção.
O acompanhamento da rotina dos macacos e demais animais cujo
habitat são os parques da capital também são feitos pela Amma. A bióloga
Wanessa de Castro afirma que o trabalho consiste na avaliação constante do
comportamento dos bichos, e na observação da existência de sinais de qualquer
tipo de doença.
A profissional esclarece que “nada de anormal foi constatado
nem nos animais que vivem nos parques, nem naqueles que residem nas unidades de
conservação”. Wanessa aponta, então, que “não oferecem risco quanto à
transmissão do vírus”.
O vírus Monkeypox foi descoberto em 1958, em grupo de
macacos de um laboratório dinamarquês, daí, o nome popularizado como “varíola
dos macacos”. Wanessa pontua que, apesar disso, o vírus também tem roedores
como possíveis portadores, segundo informações da Organização Mundial de Saúde
(OMS). “De forma alguma as pessoas devem maltratar ou matar esses animais, um
crime ambiental passível de multa e detenção”, alerta. A punição consta no Art.
32 da Lei Federal 9.605/98.
Entretanto, a bióloga ressalta os riscos na interação entre
os visitantes dos parques e os macacos, o que acarreta problemas de
contaminação com doenças humanas e saúde agredida pela ingestão de alimentos
industrializados. “São animais de vida livre, então, essa interação deve se
limitar à contemplação, não só dos macacos, como dos outros animais
silvestres”, alerta.
Wanessa lembra de caso recente no qual uma fêmea de macaco-prego
teve um membro necrosado em consequência do corte em uma latinha de
refrigerante. “Quando a capturamos, a infecção estava avançada, então
precisamos amputar a mão o que, felizmente, não acarretou em maiores
consequências para a vida dela”, conta.
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