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Goiânia, 04/04/25
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Foto: Wesley Costa

Às vésperas das convenções partidárias, aproximadamente 14 legendas projetam estar no palanque do atual governador, incluindo o MDB de Daniel Vilela

Baixa rejeição mostra que governo Caiado chega na eleição mais forte do que a oposição previa

18/07/2022, às 22:10 · Por Eduardo Horacio

Nas ruas entre os dias 10 e 14 de julho, o Serpes apontou que Ronaldo Caiado (UB) tem 37,6% das intenções de voto na simulação estimulada. Somados, todos os seus sete adversários, eles têm só 1,2 pontos a mais. Em votos válidos, o governador crava 49,3% das intenções. Com mais de 50% a fatura é encerrada em 2 de outubro, sem necessidade de segundo turno.

Esses números, divulgados pelo jornal O Popular na última sexta-feira, 15, foram recebidos com otimismo pelos aliados do governador. Em um momento em que o País enfrenta dificuldades econômicas e sociais agravadas pela pandemia, em Goiás, um governador candidato à reeleição demonstra resiliência e força.

No atual cenário, faltando quatro meses para as eleições de outubro, Caiado chegar competitivo na disputa pela reeleição já seria surpreendente. No entanto, o governador está com baixa rejeição (menos de 14% de ruim/péssimo, algo raro em governadores pelo país) e tem até gordura para queimar na busca pela reeleição. Se os adversários não se mexerem e criarem algum fato político novo, a eleição tende a ser resolvida já no 1º turno.

 Se Caiado passa praticamente ileso pelas maiores dificuldades nos últimos anos, há exemplos no passado e constatações do atual cenário que aumentam as possibilidades de Caiado renovar seu mandato. Aos poucos, Caiado arregimenta uma base de apoio gigantesca. Essa máquina eleitoral formada por prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, parlamentares e tantas outras lideranças partidárias estará nas ruas a partir de agosto para pedir votos para o candidato do União Brasil.

Às vésperas das convenções partidárias, aproximadamente 14 legendas projetam estar no palanque do atual governador. Assim, Caiado terá disparado o maior tempo de exposição nos programas de rádio e televisão e o maior número de candidatos a deputado estadual e federal ao seu lado. Mais que isso, terá aliados importantes em todos os 246 municípios de Goiás fomentando o seu projeto de reeleição.

Passado
Desde de que o instituto da reeleição foi adicionado ao sistema eleitoral brasileiro, a maior parte dos candidatos que concorrem no exercício de seus mandatos consegue renovar seus mandatos. Em Goiás, apenas o ex-governador José Éliton (na época, no PSDB), em 2018, saiu derrotado. Sucumbiu diante da obrigação de defender os desgastes de 20 anos de governos tucanos.

Antes, porém, os então governadores Marconi Perillo (PSDB) e Alcides Rodrigues (na época, no PP) conquistaram a reeleição, mesmo enfrentando uma oposição mais consistente que a atual. 

Em 2002, o tucano venceu o então senador Maguito Vilela (MDB) no 1º turno. Quatro anos depois, Alcides largou muito atrás nas pesquisas e também superou Maguito, no 2º turno (mas quase vencendo no primeiro turno). Por fim, em 2014, Marconi superou Iris Rezende (MDB) em dois turnos. Em todas essas campanhas, a força da máquina governista foi determinante para o desfecho da eleição.

Cenário inédito
Pela primeira vez desde 1982, a disputa que se avizinha não tem o MDB como um dos protagonistas. A legenda aliou-se a Caiado no ano passado e, portanto, reforça o palanque governista. Assim, cabe ao ex-emedebista Gustavo Mendanha, filiado ao Patriota, tentar liderar um bloco oposicionista, porém com estrutura de campanha tímida.

Além dele, Marconi tentará convencer o eleitor a lhe dar um quinto mandato de governador. O Serpes e todas as outras pesquisas já divulgadas informam que não será simples. O tucano conseguiu se livrar de inúmeros processos e manter sua elegibilidade, mas ainda não foi esquecido pelo eleitor.

Neste cenário, Caiado vai às urnas sustentando um governo que reorganizou as finanças do Estado, apostou na regionalização da saúde, investiu na educação e criou um leque de programas sociais para a população mais vulnerável, aumentada no período de pandemia.


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