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O vazio sanitário contribui para evitar a presença ou a redução da quantidade do fungo da ferrugem asiática no ambiente durante a entressafra
Agrodefesa intensifica ações para cumprimento do período de proibição do plantio da soja
28/07/2022, às 18:00 · Por Eduardo Horacio
Fiscais estaduais agropecuários da Agência Goiana de Defesa
Agropecuária (Agrodefesa) intensificam as ações de monitoramento e fiscalização
das áreas que foram cultivadas com soja, com o objetivo de garantir o
cumprimento das medidas estabelecidas para o período de vazio sanitário,
iniciado em 27 de junho e que vai até 24 de setembro.
A ação principal é verificar se os produtores estão fazendo
a eliminação das plantas voluntárias que emergem nas áreas cultivadas com soja
na safra de verão. O vazio sanitário contribui para evitar a presença ou a
redução da quantidade do fungo da ferrugem asiática no ambiente durante a
entressafra. A medida faz com que a incidência de ferrugem nos plantios da
próxima safra seja retardada, resultando na redução do custeio.
No primeiro mês de vigência do vazio sanitário, foram
realizadas 1.002 ações de fiscalização, com registro de apenas 47 autos de
infração, ou seja, em menos de 5% das propriedades fiscalizadas foram
encontradas plantas vivas de soja no campo. Isso demonstra que os produtores
têm consciência da importância do vazio sanitário como medida fitossanitária
complementar à prevenção e controle da ferrugem asiática da soja.
Penalidade
A gerente de Sanidade Vegetal Daniela Rézio e Silva reforça o alerta aos
produtores para que façam a eliminação das plantas voluntárias (ou tigueras),
tanto pela importância do controle da ferrugem, bem como para evitar as
penalidades previstas na Lei Estadual de Defesa Vegetal nº 14.245/2002,
regulamentada pelo Decreto nº 6.295/2005 e na Lei Federal nº 9.605 de 1998. O
valor da multa é de R$ 250,00 por hectare onde for constatada presença de
plantas de soja no período do vazio.
A Instrução Normativa nº 02/2022 estabelece alguns casos em que a Agrodefesa poderá autorizar a semeadura e a manutenção de plantas vivas no período do vazio sanitário: cultivo em áreas dos projetos públicos de irrigação em Goiás (Luís Alves do Araguaia) e cultivo em ambiente protegido para pesquisa (estufas agrícolas e casas de vegetação). Neste caso, os pesquisadores já apresentaram à Agrodefesa o requerimento para cultivo juntamente com plano de trabalho detalhado e Termo de Compromisso e Responsabilidade, em modelos definidos pela Agência.
Soja Agrodefesa Fiscalização