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Eurípedes Júnior foi afastado em 2020 por suspeita de corrupção com verba do Fundo Partidário
Goiano Eurípedes Júnior volta à presidência nacional do Pros
02/08/2022, às 13:33 · Por Redação
O goiano Eurípedes Júnior ganhou na justiça o direito de voltar à presidência nacional do Pros após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) assinada neste domingo, 31. A nova ordem judicial conduzida pelo ministro Jorge Mussil, vice-presidente da Corte, atribui efeito suspensivo à decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) que destituiu Eurípedes do cargo em março deste ano. A informação é do Rota Jurídica.
O partido, hoje comandado por Marcus Vinicius Chaves deve
recorrer, mas vive desde 2020 disputa pelo comando após o afastamento de
Eurípedes por suspeita de corrupção com verba do Fundo Partidário. Marcus
Vinícius Holanda assumiu o partido em março deste ano após decisão do Tribunal
de Justiça do Distrito Federal, contestada pela defesa do antigo presidente.
Ambos travam disputa que envolve decisões partidárias contestadas mutuamente e
até boletim de ocorrência.
O advogado Bruno Pena, que defende Eurípedes Júnior, aponta
que o ministro Jorge Mussi concedeu efeito suspensivo a embargos de declaração
oferecidos pela defesa em 18 de março, os quais não foram julgados. Ele diz que
o relator retirou os itens de pauta sem nenhum fundamento legal.
“Inclusive arguimos o impedimento e a suspensão do
desembargador e representamos ele no Conselho Nacional de Justiça, pois o
processo acabou trancado em detrimento dessa postura até o julgamento dos
embargos, reestabelecendo a sentença favorável a Eurípedes”, explica
O magistrado considerou os fundamentos do acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal
“fragilizados”. E aponta que isso se dá pelas mesmas razões que levaram o
Tribunal a concluir que os citados secretários estariam impedidos, por serem
“notoriamente vinculados a Eurípedes Junior”.
“Tal fundamentação, baseada na ilação de supostos interesses
políticos, pode ser contrastada pelo fato, este sim notório, de que é
absolutamente natural e ínsito à dinâmica política as frequentes mudanças de
posicionamento, à luz dos interesses subjetivos dos agentes partidários”,
aponta o ministro.
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