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Outra recomendação é para que seja feita a reprodução simulada dos fatos, que costumam ocorrer apenas nos casos de maior repercussão como foi o da morte de Chris Wallace, de 24 anos, em Goiânia
MP-GO pede mais agilidade e rigor nas investigações contra policiais militares
10/08/2022, às 16:26 · Por Redação
O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) recomendou à Polícia Civil que as investigações de mortes decorrentes de intervenções da Polícia Militar ocorram com mais rigor após o aumento do número de ocorrências contra durante ações.
Pede que haja também procedimentos mais detalhados como perícias e exames cadavéricos que nem sempre são feitos e o fragilizam os inquéritos.
O órgão aponta a necessidade de que as armas dos agentes sejam apreendidas e submetidas a exame pericial. No termo também é orientada a requisição de documentos complementares do laudo cadavérico para determinar a posição da vítima no momento em que foi morta. O documento é direcionado à Diretoria-Geral da Polícia Civil (DGPC).
Um dos destaques é a recomendação para que a autoridade policial compareça ao local da ocorrência assim que for notificada do fato, providencie o isolamento e faça o requerimento das perícias necessárias, inclusive a de onde ocorreu o suposto confronto policial, com ou sem a presença física da vítima.
Outra recomendação é para que seja feita a reprodução simulada dos fatos, que costumam ocorrer apenas nos casos de maior repercussão como foi o da morte de Chris Wallace, de 24 anos, em Goiânia. O jovem, que tinha câncer nos ossos, teria sido agredido por dois policiais militares. Ele passou mal, foi internado e morreu seis dias depois. O episódio aconteceu em novembro de 2021, mas a simulação só ocorreu em abril deste ano.
Em 2021, 576 pessoas foram mortas em Goiás em decorrência de intervenções de policiais, sendo a maioria delas pela Polícia Militar. De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública deste ano, Goiás foi o terceiro estado com a maior taxa de mortalidade por 100 mil habitantes em intervenções policiais civis e militares em 2021, perdendo apenas para o Amapá e Sergipe. Enquanto a taxa do Brasil foi de 2,9, Goiás registrou 8.
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