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Goiânia, 04/04/25
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Além da soja, alguns outros produtos agropecuários também contribuíram significativamente na pauta de exportações goianas, no período de janeiro a julho deste ano, em especial as carnes

Segunda maior do País, soja representa 51,3% das exportações de Goiás

10/08/2022, às 23:37 · Por Eduardo Horacio

Goiás exportou US$ 8,8 bilhões nos sete primeiros meses de 2022, dos quais US$ 4,5 bilhões em soja grão (7,7 bilhões de toneladas). O total representa 51,3% de tudo o que foi comercializado pelo Estado para fora do País, de janeiro a julho deste ano, e corresponde a um crescimento de US$ 1,84 bilhão em relação ao que foi exportado em soja no mesmo período do ano passado - aumento de 69%.

Considerando apenas o mês de julho, foram US$ 647 milhões em soja grão exportada, número que coloca Goiás no segundo lugar no ranking nacional de exportação de soja, atrás apenas do Mato Grosso. Os dados são da ferramenta Comex Stat, atualizados pelo Ministério da Economia.

O montante exportado em grãos de soja é o maior dos últimos anos, se comparado com o mesmo período dos anos anteriores, quando de janeiro a julho foram exportados em soja US$ 2,7 bilhões, em 2021; US$ 2,2 bilhões, em 2020; US$ 1,29 bilhão, em 2019; e US$ 1,84 bilhão, em 2018. Considerando todo o complexo soja (grão, óleo e farelo) o total exportado chega a U$ 5,5 bilhões neste ano até agora.

De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em julho, a expectativa é de que Goiás produza 16 milhões de toneladas de soja na safra 2021/2022, o que representa aumento de 10,2% em relação à safra anterior.

Carnes
Outros produtos agropecuários também contribuíram significativamente na pauta de exportações goianas, no período de janeiro a julho deste ano. São eles: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (9,5% da participação); farelo de soja e outros alimentos para animais, excluídos cereais não moídos (9,2%); gorduras e óleos vegetais (2,9%); carnes de aves e suas miudezas comestíveis (2,8%); açúcares e melados (1,6%); couro (1,3%); entre outros.

Do lado da importação, no acumulado dos últimos sete meses, a maior parcela foi contabilizada por adubos ou fertilizantes químicos, que responderam por 37% das importações no período. A compra desses insumos correspondeu a um total de US$ 1,38 bilhão no período, à frente de outros produtos importados como medicamentos e produtos farmacêuticos (14%) e partes e acessórios de veículos automotivos (6,1%).


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