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A luta de Gustavo Mendanha para se apresentar como o candidato moderno e inovador carece de argumentos mais sólidos
Plano de governo de Mendanha propõe um paradoxo: servidor em teletrabalho dentro do Palácio
11/08/2022, às 23:06 · Por Eduardo Horacio
Candidato a governador pelo Patriota, Gustavo
Mendanha quer se apresentar como moderno e inovador. A coligação liderada por
ele leva o nome de ‘Governo Inteligente’, em alusão ao projeto Cidade
Inteligente, parcialmente desenvolvido em Aparecida de Goiânia, onde foi
prefeito entre 2017 e março deste ano.
Entre as ideias do ‘Governo Inteligente’, o plano de governo
do candidato apresenta a proposta de criar o teletrabalho no serviço público
estadual. Porém, o plano é que o trabalho remoto seja realizado dentro do
Palácio Pedro Ludovico Teixeira, justamente a sede administrativa do governo
estadual. Enfim, os servidores continuariam exatamente onde estão.
Para além da proposta mal elaborada da campanha de Mendanha,
a adoção do teletrabalho no serviço público já é uma realidade em Goiás,
sobretudo após o período crítico da pandemia da Covid-19, que deixou milhões de
trabalhadores isolados em suas residências.
A maioria dos Estados e também o governo federal já
habilitou a nova modalidade. A implementação do trabalho remoto exige
legislação própria, desenvolvimento de plataforma adequada e verificação de
viabilidade (nem todas as funções se adequam).
A luta de Gustavo Mendanha para se apresentar
como o candidato moderno e inovador carece de argumentos mais sólidos, mais
convincentes. Em entrevistas, o candidato demonstra dificuldades para
desenvolver minimamente o tema. Aliás, até aqui, o ex-prefeito aparenta estar
divorciado de quase todos os assuntos que importam ao eleitor goiano.
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