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Baldy teria sido alertado da indisponibilidade do caixa, conforme um parecer da Controladoria Geral da União (CGU)
Baldy vira réu por suposta contratação irregular de obras quando era ministro
17/08/2022, às 22:39 · Por Redação
A justiça recebeu uma denúncia do Ministério Público Federal
contra o candidato a senador e presidente do PP, Alexandre Baldy, por
contratação irregular de obras em 2018, quando comandava o Ministério das
Cidades. A investigação apura contratos supostamente irregulares no programa
Minha Casa Minha Vida, com despesa de R$ 1,43 bilhão. A informação é do jornal
O Popular.
Baldy teria sido alertado da indisponibilidade do caixa,
conforme um parecer da Controladoria Geral da União (CGU), e mesmo assim realizou
as contratações. Outras duas pessoas também foram denunciadas. Os três são
acusados de assunção de obrigação e crime contra as finanças públicas.
Em nota ao O Popular a assessoria de Baldy considerou o
parecer da CGU um “equívoco”.
Leia a nota completa:
“Liberar recurso para construir casas
ou moradias para famílias carentes, pobres, que moram embaixo de pontes ou
viadutos pelo Brasil afora não pode ser considerado crime. Inclusive, já foram
entregues pelo próprio Presidente da República, sem qualquer irregularidade na
construção mais de 17 mil unidades habitacionais para o antigo Programa Minha
Casa Minha Vida (PMCMV), liberadas em dezembro de 2018, quando Alexandre Baldy
era então ministro das Cidades.
São obras que até
hoje ainda são entregues em várias regiões do País, dando dignidade as pessoas,
inclusive em Goiás, em Aparecida de Goiânia, por exemplo. O que demonstra que o
recurso existia e foi utilizado para transformar o sonho da casa própria em realidade.
O parecer da Controladoria Geral da União (CGU) e agora denunciado no
Ministério Público Federal (MPF) é um equívoco social com quem passa fome e não
tem teto para morar, que tão logo será esclarecido.
Hoje, são mais de 17 mil famílias, mais de 60 mil pessoas,
que realizaram o sonho de ter a casa própria graças ao ato de Baldy, citado
nesse parecer.”
Alexandre Baldy CGU