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O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia também atacou o ministro Alexandre de Morais

Mendanha volta a atacar TSE e agora lança dúvidas sobre urnas eletrônicas

17/08/2022, às 23:37 · Por Eduardo Horácio

O candidato do Patriota ao governo de Goiás, Gustavo Mendanha voltou a proferir ataques ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a lançar dúvidas sobre as urnas eletrônicas. As declarações foram proferidas durante sabatina realizada pelo jornal O Popular, na manhã desta quarta-feira, 17.

 

Entrevistado pelos jornalistas Luiz Geraldo e Fabiana Pulcinelli, Gustavo Mendanha reafirmou as críticas que havia feito durante entrevista à Rádio Jovem Pan News, no mês passado, quando disse que o TSE estaria usurpando atribuições de outros poderes. Questionado, porém, sobre o que o TSE teria feito de fato, o candidato do Patriota não soube responder.

 

Na primeira entrevista, Mendanha havia afirmado que o TSE “estaria usurpando funções que seriam de outros poderes” (sic). O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia também atacou o ministro Alexandre de Morais, que na terça-feira, 17, assumiu a presidência do TSE.

 

Ao Popular, Mendanha disse que se considera “legalista” e que sua crítica era ao fato do tribunal invadir competência do legislativo. A jornalista Fabiana Pulcineli, no entanto, insistiu para que o candidato dissesse exatamente qual teria sido a invasão cometida pelo TSE, mas Mendanha tergiversou e não respondeu à pergunta.

 

O candidato também manteve sua posição de desconfiança sobre o uso das urnas eletrônicas, embora tenha sido eleito duas vezes vereador e duas vezes prefeito em votações com o uso das máquinas. Em outras eleições, Gustavo Mendanha jamais questionou o uso das urnas eletrônicas e os resultados eleitorais.

 

Tentando manter uma posição em consonância com o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem, publicamente, criticado o sistema eleitoral brasileiro e as urnas eletrônicas – ações entendidas como ataques à democracia brasileira e, por isso, rechaçadas –, Gustavo Mendanha disse que caberia à Justiça Eleitoral demonstrar se as urnas são confiáveis ou não, apesar de todas as iniciativas que atestam a segurança das urnas já terem sido realizadas pelo TSE.

 

Novamente, questionado se caberia ao presidente da República, como acusador, mostrar as provas de que as urnas não seriam confiáveis, o Mendanha mudou de assunto. “Cabe a nós, neste momento, discutirmos o nosso Estado”, desviou.

 

Contramão

Na contramão do posicionamento de Mendanha e em defesa do TSE e da democracia, um grupo de grandes empresários e juristas brasileiros assinaram, na última semana, um manifesto público em defesa do Estado Democrático de Direito. O movimento, sem vinculação com nenhum candidato, visa endossar a estabilidade da democracia brasileira e respaldar a lisura do processo eleitoral.

 

Ao ser empossado presidente do TSE, diante de uma plateia com 22 governadores e ex-presidentes da República, o ministro Alexandre de Morais fez um duro discurso em defesa do sistema eleitoral brasileiro e do respeito à democracia.


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