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Wilson Dias/Arquivo/Agência Brasil
o ex-senador critica o seletividade do ex-juiz, que foi alvo de diversas manifestações contrárias, por vezes grosseiras, de personagens de destaque
Demóstenes Torres critica Sérgio Moro por abrir representação no MP contra presidente da OAB
15/08/2019, às 00:19 · Por Pedro Lopes
Em artigo divulgado no Poder360, o ex-senador Demóstenes Torres questiona a seletividade do Ministro da Justiça Sérgio Moro que abriu uma representação no MP contra o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. Na ação, o ministro cita reportagem da Folha de São Paulo na qual veicula declaração de Santa Cruz. A representação traz o trecho:
"(…) O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, diz que o ministro da Justiça, Sergio Moro, ‘usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe de quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas."
Ocorre que Demóstenes sustenta que a expressão não foi usada em tom criminoso, mas sim como recurso metafórico, o que não imputa crime de honra, como alega Sérgio Moro.
Além disso, o ex-senador também traz as três formas de encaminhandos processuais tomados pela Justiça ( ação penal pública condicionada, aincondicionada e privada), e acaba por ironizar o conhecimento jurídizo do ex-juiz Moro, que ganhou projeção justamente exercendo cargo jurídico.
Ainda no artigo, o ex-senador critica o seletividade do ex-juiz, que foi alvo de diversas manifestações contrárias, por vezes grosseiras, de personagens de destaque. Mesmo assim, não abriu representação contra a toada. No caso de Santa Cruz, sim.
“Qual a razão da seletividade? Por que não processar os demais ofensores que comentaram o mesmíssimo fato? Pode o ofendido escolher apenas um réu e esquecer os demais ofensores, embora não estivessem em coautoria?” questiona Demóstenes.
Demóstenes realmente parece disposto a descascar a já pendurada toga de Sérgio Moro. Ao concluir o artigo, o ex-senador ironiza a situação de Moro ao ele citar que um dos requisitos para ocupar uma vaga no STF é ter “notório saber jurídico”.
Leia aqui o artigo completo.
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