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O lançamento ocorreu nesta quinta-feira, 1º, no auditório do Hugol

Com Setembro Verde, Estado trabalha pela conscientização da importância da doação de órgãos

01/09/2022, às 21:03 · Por Eduardo Horacio

O Governo de Goiás realizou a abertura oficial do Setembro Verde, mês dedicado à conscientização para doação de órgãos e tecidos. O lançamento ocorreu nesta quinta-feira, 1º, no auditório do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. De janeiro a julho de 2022, foram realizados 329 transplantes de órgãos e tecidos, sendo 55 de rins, 4 de fígado, 246 de córneas, 11 de medula óssea e 13 musculoesquelético.

Por meio de parcerias, a programação da campanha inclui diversas ações como sessão de cinema, divulgação nos terminais da Metrobus, palestras, blitzes educativas, conferências, ações em shopping centers, passeio ciclístico e uma homenagem às famílias doadoras, marcada para dia 27 de setembro, dia Dia Nacional da Doação de Órgãos.

Luciana Maria Baltazar de Oliveira, 40 anos, é mãe de um doador. Seu filho, Haylloan Helyabe de Oliveira Gomes, de 19 anos, morreu em setembro de 2020 depois de passar 11 dias internado no Hugol. Luciana conta que o filho pediu para ter os órgãos doados. “É difícil, no meio da dor, decidi salvar a vida de outra pessoa, mas eu respeitei o pedido dele. Ele queria salvar vidas e para mim se tornou um ato de amor ao próximo. Acredito que temos o papel de ser vida para outras pessoas”, relatou Luciana. Haylloan doou as duas córneas, os dois rins e o coração.

A enfermeira Fabiana Ribeiro de Rezende, 33 anos, foi uma beneficiada com a doação de um coração há um ano e sete meses. “Minha vida é completamente diferente hoje, eu consigo fazer as coisas, sair sozinha, organizar minha casa e, o mais importante, consigo realizar meus sonhos sabendo que eu vou estar bem”, declarou.

O titular da SES, Sandro Rodrigues, pontuou que todo o investimento da gestão torna-se em vão, caso as famílias desconheçam o desejo da pessoa em se tornar um possível doador. “Precisamos trabalhar como a doação pode impactar a vida de outro ser humano”, disse ao abrir o evento.

A gerente de Transplantes da SES, Katiúscia Freitas, lembrou que não é mais preciso que o documento de identidade contenha a informação de que uma pessoa deseja se tornar um doador. Para uma pessoa se tornar um potencial doador, basta apenas comunicar esse desejo à família. “Temos hoje em Goiás, mil e quinhentas pessoas aguardando por um transplante. Somos destaque nos transplantes de rins, mas por outro lado, a fila por doação de córneas aumentou devido à pandemia”, disse, ao explicar que o procedimento foi suspenso no momento mais crítico da crise sanitária.

Estrutura
O diretor do Hugol, Hélio Ponciano, falou da importância de hospitais estruturados para se concretizar a captação de órgãos e tecidos. “Foram 862 órgãos captados durante toda a nossa história. Isso representa cerca de cem vidas salvas por ano. O problema da falta de doadores não vai ser resolvido de forma imediata, mas sabemos que mudamos a vida de quem já recebeu o transplante”, afirmou. 


Setembro Verde Doação de Órgãos e Tecidos