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Ponto alto nos esclarecimentos dados aos representantes do setor produtivo de Goiás, o governador foi aplaudido quando afirmou que a Enel vai embora de Goiás
A empresários, Caiado diz que até o final deste ano a Enel estará fora de Goiás
05/09/2022, às 21:59 · Por Eduardo Horacio
A relação de parceria entre a atual gestão e o setor
empresarial goiano, com total articulação conjunta nas decisões do governo, foi
destaque na reunião do governador Ronaldo Caiado, candidato à reeleição pelo
União Brasil, com representantes de 33 sindicatos, na sede da Federação do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Goiás (Fecomércio), em Goiânia, nesta
segunda-feira, 5. Caiado apresentou o histórico de sua administração, os
desafios superados – como a crise fiscal herdada de governos passados e a pandemia
de Covid-19 –, e ainda os caminhos a serem percorridos em um segundo mandato.
Ponto alto nos esclarecimentos dados aos representantes do
setor produtivo de Goiás, o governador foi aplaudido quando afirmou que “até o
final do ano, a Enel não será mais a distribuidora de energia elétrica em
Goiás”. Caiado lembrou que a Celg Distribuição foi vendida na gestão passada
por R$ 1,1 bilhão, gerando aos cofres do Estado uma dívida de R$ 12,5 bilhões.
Já em sua gestão, a Celg Transmissão, braço menor da antiga Companhia de
Energia Elétrica de Goiás, foi negociada por R$ 2 bilhões.
“A Celg Distribuidora era a maior empresa do Centro-Oeste e,
no entanto, foi vendida por R$ 1,1 bilhão, transferindo R$ 12,5 bilhões de
dívida pra dentro do Tesouro Estadual. Um negócio que ainda vai dar muito o que
falar em Goiás”, afirmou Caiado. E sobre a futura substituta da Enel no Estado,
o governador completou: “Eu já falei com o ministro de Minas e Energia e com a
Aneel, porque nós queremos acompanhar o plano de investimento aqui no Estado”.
Caiado recebeu das mãos do presidente da entidade, Marcelo
Baiocchi, um documento que propõe 14 medidas emergenciais para a retomada
econômica em Goiás, visando também a atração de novos investimentos. Entre as
pautas, estão a implantação de políticas voltadas ao comércio; criação de
linhas de crédito para a área; incentivos fiscais; alíquotas progressivas para
empresas que romperem o faturamento máximo do Simples Nacional; entre outras.
Entre os pontos levantados pela entidade, Caiado lembrou que
muitos já foram atendidos pelo governo, como o adiamento, para o dia 10 de cada
mês, da arrecadação ICMS. Antes, a taxa era cobrada nos dias 5, de forma
antecipada. “Um dos sinais da má gestão é quando se começa a antecipar
arrecadação. Eu prorroguei a data. Isso deu muito mais flexibilidade para que
comerciantes pudessem viver”, explicou Caiado.
“Outro ponto que já avançamos é sobre o e-commerce. Temos
uma lei na Assembleia Legislativa que já está tratando sobre o assunto. Sobre
linhas de crédito, vamos buscar cada vez mais atender as demandas de expansão
do comércio de Goiás, com base na capacidade do Estado e também na liberação do
Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). Estamos em total articulação com
reuniões e promovendo acordos juntos com nossa Secretaria da Economia”,
explicou o governador.
Caiado reforçou ainda o empenho da gestão em áreas como
educação, infraestrutura, segurança, saúde e programas sociais, o que permitiu
o aquecimento da economia goiana mesmo com a crise fiscal e o período
pandêmico. A parceria com os municípios, a futura saída da Enel da
administração de energia elétrica em Goiás e o fomento ao setor do turismo
também foram ressaltados pelo governador.
Representantes do setor de comércio reconheceram o avanço no
diálogo com o Estado na gestão Caiado. “Gosto muito deste diálogo aberto assim.
Isso é algo que não existia anos atrás”, declarou Irma Alves Fernandes,
presidente do Sindicato do Comércio de Materiais de Construção (Sindimaco).
“Quero ressaltar, governador, sua postura de ser justo e agir de forma
correta”, expressou Márcio Andrade, presidente do Sindicato do Comércio
Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto).
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