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Cabo Vitor da Silva Lopes e o assessor empresarial Davi Augusto de Souza, em Goiânia, Goiás
Acusado de dar tiro em culto por conta de política em Goiânia tem celular apreendido
09/09/2022, às 17:21 · Por Redação
O suspeito de atirar no amigo Davi Augusto de Souza dentro da igreja que
frequentam em Goiânia teve a arma e o celular apreendidos. A Polícia Civil
disse ao G1 que já foram ouvidas 13 pessoas até esta sexta-feira, 09, entre
autor, vítima, familiares, testemunhas oculares e cooperadores da igreja.
A corporação informou que aguarda ainda o relatório médico
fornecido pela unidade de saúde que atendeu a vítima para complementar a
investigação.
O cabo da PM Vitor da Silva Lopes, que atirou, disse que foi
atacado pela vítima e seus familiares e reagiu. Num dado momento, ele achou que
queriam tomar sua arma e, por isso, a sacou e pediu para se afastarem, o que
não foi obedecido. Para se defender, ele alega que fez um disparo na perna da
vítima para cessar as agressões, sem intenção de matá-la.
O caso aconteceu em 31 de agosto deste ano. Davi Augusto foi
atingido na perna dentro da Igreja Congregação Cristã no Brasil, localizada no
Setor Finsocial. Em nota enviada nesta sexta-feira, o Hospital Governador
Otávio Lage (Hugol) disse que Davi encontra-se com o estado geral regular,
consciente e respirando espontaneamente.
Segundo Daniel
Augusto de Souza, irmão da vítima, a briga se deu por causa de uma circular
sobre eleições que foi distribuída na igreja, pedindo aos fiéis para não
votarem em candidatos que têm plano de governo a favor da desconstrução das
famílias. A publicação foi realizada em abril deste ano e lida em todas as
congregações.
"Meu irmão saiu para beber água e o policial também. Do
lado de fora, meu irmão, o policial e outra pessoa começaram um debate sobre
quem da igreja apoia ou não o governo, que os membros não deveriam votar na
esquerda, como indicaram os líderes", comentou o irmão.
Violência Política