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Foto: Alan Santos/PR
Ronaldo Caiado não esconde ainda que usa a boa relação com o Palácio do Planalto para tentar amenizar ou resolver as principais demandas do Estado – mergulhado em uma severa crise econômica
Caiado deixa Goiás para acompanhar agenda nacional de Bolsonaro
17/08/2019, às 00:29 · Por Eduardo Horacio
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), vai trocar
provisoriamente a pesada rotina de administrar os muitos problemas do Estado
para fazer um tour pelo País ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PSL) neste
fim de semana. Caiado recebeu telefonema do presidente com o convite e aceitou
de imediato.
A agenda do governador prevê três compromissos oficiais
neste sábado, 17. O primeiro ocorrerá em Resende, no interior do Rio de
Janeiro. Ronaldo Caiado acompanhará o presidente Jair Bolsonaro na formatura de
novos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras.
Também ao lado de Bolsonaro, Caiado participará durante a
noite da cerimônia oficial de abertura da Festa do Peão de Barretos, no
interior de São Paulo. A tradicional festa está na 64ª edição.
Antes, durante a tarde o governador de Goiás irá visitar o
Hospital do Amor (antigo Hospital do Câncer), também em Barretos. Caiado tem
como objetivo fazer parceria com o Hospital do Amor na gestão e unidades
hospitalares no Estado. Essa é, aliás, a única agenda que tem interesse direto para
Goiás.
Parceria
O governador de Goiás não dispensa uma oportunidade de demonstrar apoio ao
presidente Jair Bolsonaro. Aliados desde os tempos de Congresso Nacional,
Caiado e o presidente demonstram afinidade de agenda desde que ambos assumiram
postos no Executivo.
Ronaldo Caiado não esconde ainda que usa a boa relação com o
Palácio do Planalto para tentar amenizar ou resolver as principais demandas do
Estado – mergulhado em uma severa crise econômica.
Uso de recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste
(FCO), a aprovação da chamada Lei Mansueto, de socorro aos estados, ou a adesão
Regime de Recuperação Fiscal (RRF), todas alternativas que Caiado movimenta
para recompor as finanças do Estado dependem de ação do governo federal.
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