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Reitora Angelita Pereira Lima, diz que a situação financeira da UFG é gravíssima

MEC recua e anuncia desbloqueio, mas UFG busca reverter os R$ 7,8 milhões cortados em junho de 2022

12/10/2022, às 09:02 · Por Redação

O ministro da Educação, Victor Godoy, anunciou na última sexta-feira, 7, a liberação de recursos para universidades, institutos federais e para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O anúncio foi feito por meio de um vídeo gravado pelo ministro e diz respeito ao bloqueio realizado pelo governo federal no orçamento do Ministério da Educação (MEC) no dia 30 de setembro, totalizando a retirada de R$ 2,399 bilhões para todas as unidades do MEC.

Apesar do desbloqueio total de R$ 5,8 milhões em recursos, nesta segunda-feira, 10, a Universidade Federal de Goiás (UFG) ainda busca reverter os cortes de R$7,8 milhões, realizados no mês de junho. Isso porque, segundo o pró-reitor de Administração e Finanças da UFG, Robson Maia, os recursos atuais disponíveis não são suficientes para custear a manutenção da instituição de ensino superior e o cenário atual é gravíssimo.

Além disso, a previsão de orçamento para 2023 é 12% menor do que o recebido no ano atual. O que pode ser agravado caso o projeto de lei orçamentária não seja aprovado em 2022. Nesse cenário, nos três primeiros meses de 2023 a Universidade receberá 1/18 do seu orçamento, até a aprovação da lei orçamentária. "Esse bloqueio é só um sinal que até o final do ano, e possivelmente no primeiro trimestre do próximo ano, a universidade irá viver um cenário seríssimo sem a reversão do que nos foi tirado", apresentou.

"Os R$ 7,8 milhões cortados em junho mais os R$ 5,8 milhões bloqueados somam 20% de todo o custeio da Universidade. A situação é gravíssima e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) propôs uma série de ações de mobilização neste mês de outubro", afirmou a reitora da UFG, Angelita Pereira de Lima, em reunião convocada na última segunda-feira.

Ela frisou que o desbloqueio, anunciado pelo governo federal, e que ainda não voltou ao caixa da UFG, não significará nenhuma melhora no quadro das contas das instituições de ensino públicas. "Estávamos no trabalho de retomar essa verba cortada em junho e fomos surpreendidos por esta nova situação  de corte. Precisamos não só da liberação desse valor retirado do nosso orçamento em junho, mas também da reposição desse último bloqueio. Reforço que apesar do anúncio não recebermos o retorno desses 5,8 [milhões de reais] para nossos caixas", afirmou. 


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