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Apenas o Hospital de Doenças Tropicais (HDT) atende 12 mil pacientes, que retiram a medicação na unidade
Após corte no orçamento do Ministério da Saúde, anti-HIV é fracionado em Goiás
27/10/2022, às 07:13 · Por Redação
Após sucessivos cortes em investimentos na Saúde, o governo
federal já deixa faltar os medicamentos usados para tratar o vírus da HIV/Aids,
em Goiás. Para 2023 também está previsto corte de 17,4% (R$ 407 milhões) na
previsão orçamentária do governo federal para prevenção, controle e tratamento
de HIV/Aids e outras ISTs. A informação é do jornal O Popular.
Os pacientes que antes pegavam doses suficientes para três e
em alguns casos até seis meses, passaram a ter acesso a 30 dias, apenas. Pacientes
do interior se dizem prejudicados. ONGs alertam para risco geral à saúde
pública, uma vez que o quadro pode aumentar o abandono ao tratamento, provocando
mais infecções e mortes em pacientes que precisarem interromper o tratamento.
O tratamento é feito com o uso da Lamivudina em combinação com a Zidovudina e
reduz a carga viral do HIV. O uso aumenta a contagem de células CD4, que são
parasitadas pela Infecção Sexualmente Transmissível (IST). Este conjunto é
capaz de desacelerar a progressão da doença e reduzir significativamente a
chance de mortalidade. Pacientes considerados indetectáveis também não
transmitem a doença, o que é considerado fundamental no controle.
Ao todo, o Hospital de Doenças Tropicais (HDT) informou a AAVE que há em torno
de 27 mil comprimidos para o tratamento, que deve ser tomado duas vezes ao dia.
Cerca de 12 mil pessoas fazem tratamento e retiram a medicação na unidade.
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