Matérias
Divulgação
Os investigados foram indiciados por 19 delitos de extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro
Quadrilha do golpe dos ‘nudes’ suspeita de movimentar mais de R$ 5 milhões é presa
17/11/2022, às 09:26 · Por Redação
Uma quadrilha especializada no chamado ‘golpe dos nudes’ foi
alvo de uma operação da Polícia Civil (PC) na última sexta-feira, 11, suspeita
de movimentar, em três meses, mais de R$ 5 milhões. O dinheiro é fruto da
extorsão de ao menos 19 vítimas em todo País, incluindo Goiás, Distrito Federal
e Rio Grande do Sul. A informação é do jornal Opção.
As investigações começaram há cerca de 1 ano, quando um
homem entrou desesperado na 16ª Delegacia Policial, em Planaltina (DF). Ele
implorava para que não fosse preso injustamente e alegava que não tinha mais
dinheiro, porque já havia depositado R$ 1 milhão na conta de policiais de
outras regiões do Brasil, que exigiam cada vez mais dinheiro para não o prender
por pedofilia.
Ao todo, a ação conjunta envolveu agentes dos três estados,
tendo prendido quatro integrantes do grupo: três homens e uma mulher. Além
disso, também foram apreendidos carros de luxo, como um Chevrolet Camaro
avaliado em pelo menos R$ 200 mil. A corporação realizou ainda o bloqueio de
mais de R$ 1 milhão em ativos financeiros.
“O grupo escolhia as suas vítimas por meio das redes sociais
e se passando por uma mulher, entravam em contato com as vítimas. Então,
enviavam nudez falsas para que o falso pai desta jovem entrasse em contato com
a vítima. O pai falava que a filha tinha 13 anos e que iriam denunciá-los por
pedófilia”, explicou o delegado Diego Cavalcante.
Crime
O investigador conta que as extorsões não paravam por aí.
Depois de ameaçar denunciar a vítima, o pai também passava a extorquir a pessoa
para pagar um falso tratamento psiquiátrico para a filha e depois para o
sepultamento, já que o grupo alegava que a filha havia cometido suicídio. A
farsa era reforçada com uma certidão de óbito falsa.
Na sequência, o falso pai exigia ainda mais dinheiro para
fazer um acordo com a vítima pelos danos morais e materiais, contudo, após o pagamento
desse valor, entravam em cena os falsos policiais. Eles eram responsáveis por
persuadir e continuar extorquindo a vítima, sob a alegação de que iriam forjar
provas para realizar uma prisão por pedofilia.
“As investigações apontaram, ainda, que sempre que a vítima
pagava o valor exigido pelo grupo criminoso, aparecia um suposto chefe, de um
dos policiais, que exigia mais pagamentos, desse modo, apenas de uma vítima, os
criminosos obtiveram mais de um R$ 1 milhão”, concluiu o delegado.
Os investigados foram indiciados por 19 delitos de extorsão,
organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Golpe