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Quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, a queda no índice de desocupação em Goiás foi de 3,9%
Com 6,1% no trimestre, Goiás atinge menor taxa de desemprego desde 2014
17/11/2022, às 20:57 · Por Eduardo Horacio
Goiás atingiu o menor patamar da taxa de desocupação desde o
4º trimestre de 2014, aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
Contínua (PNAD), divulgada nesta quinta-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, o Estado possuía
6,1% de desocupados no terceiro trimestre de 2022, o que significa um total de
246 mil pessoas em busca de emprego. O número é o menor registrado em oito anos
e confirma o bom momento da economia goiana.
O governador Ronaldo Caiado destacou que “o emprego é a
maior política social que existe no mundo”. Desde que iniciou sua gestão, ele
comandou a realização de 11 edições do Feirão do Emprego, por meio da
Secretaria da Retomada. “Muitas vezes as pessoas ficam perambulando por aí, sem
ter orientação. E com feirão nós proporcionamos as chances de a pessoa ter seu
próprio emprego e seu salário”, afirmou. Desde 2019, foram realizadas 10
edições em nove municípios goianos, com 32 mil atendimentos, desde o cadastramento
de currículos até entrevistas e contratações.
Quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, a queda
no índice de desocupação em Goiás foi de 3,9%. Já em relação ao trimestre
imediatamente anterior, a queda foi de 0,7%. O secretário-geral de Governo,
Adriano da Rocha Lima, associou o resultado a medidas implementadas para
qualificação de mão-de-obra. “Dentre as ações do governo, podemos ressaltar os
investimentos na capacitação profissional, com a oferta de cursos
profissionalizantes nos Colégios Tecnológicos (Cotecs), e de cursos de
tecnologia e inovação nas Escolas do Futuro (EFGs)”, explicou.
Em relação à população empregada, a PNAD destaca que o setor
de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas empregou sozinho
796 mil pessoas no terceiro trimestre de 2022, ou seja, 21,1% dos trabalhadores
goianos. O segundo grupo que mais empregou foi o da administração pública,
defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 588
mil pessoas ou 15,6% do total. Em terceiro, está o grupo da indústria, que
empregou 475 mil pessoas no período, o que representa 12,6% dos trabalhadores
goianos.
Rendimento em alta
O rendimento médio do trabalhador goiano passou de R$ 2.486 no segundo
trimestre de 2022 para R$ 2.646 no 3° trimestre, o que configura o maior valor
desde o primeiro trimestre de 2019 (era R$ 2.649). O avanço desse indicador em
termos relativos foi de 6,4% na comparação com o trimestre anterior, o que
representa o maior crescimento desde 2012; e de 4,1% na comparação com o mesmo
trimestre do ano anterior.
Desemprego Economia Emprego Governo de Goiás