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A estimativa do Governo de Goiás é arrecadar por ano, por meio do Fundeinfra, em torno de R$ 700 milhões, compensando parte da perda de arrecadação motivada pela redução de ICMS na comercialização de combustíveis e energia elétrica
Contribuição do agro será optativa e apenas para produtores com incentivos fiscais em Goiás
17/11/2022, às 20:56 · Por Eduardo Horacio
Com destinação exclusiva para obras que atendem o setor
agropecuário, o Fundo de Infraestrutura do Estado (Fundeinfra) que está sendo
proposto pelo Governo de Goiás terá contribuição apenas de produtos que recebem
benefícios fiscais e com caráter optativo. O produtor rural pode optar por não
contribuir com o fundo, o que vai impactar nas vantagens que vem recebendo em
regimes especiais de tributação.
É o que garante o presidente da Agência Goiana de Obras e
Infraestrutura do Estado de Goiás, Pedro Sales, que nesta quarta-feira, 16, foi
até a Assembleia Legislativa (Alego) para esclarecer todas as dúvidas dos
deputados estaduais que apreciam os projetos de criação e estruturação do
Fundeinfra. As matérias foram aprovadas pela Comissão de Finanças e hoje continuam
em tramitação, com previsão de ir à primeira votação no plenário da Casa.
“É uma cobrança não tributária que é empregada como
contrapartida para uso ou substituição de benefícios fiscais. Não é uma
contribuição compulsória e cabe tão somente a setores que estão fortemente
incentivados e que, mediante a uma deliberação que ele queira manter esses
incentivos, ele fará esse recolhimento suplementar”, explica Pedro Sales,
lembrando que a totalidade de recursos captados via Fundeinfra será investida em
obras importantes para produção agropecuária, como pavimentação de rodovias e
construção de pontes, ou seja, é uma contribuição do agro que voltará para o
agro em infraestrutura.
Discutido previamente com representantes do setor antes de
ser encaminhada à Alego, o projeto de lei do Governo de Goiás limita a
contribuição a, no máximo, 1,65%, com incidência sobre produtos como milho,
soja, cana de açúcar, exportação de carnes e de minérios. Na regulamentação da
lei, o Governo de Goiás já manifestou que pequenos produtores e agricultura
familiar ficarão de fora da contribuição, assim como produção de leite, arroz e
feijão.
A estimativa do Governo de Goiás é arrecadar por ano, por
meio do Fundeinfra, em torno de R$ 700 milhões, compensando parte da perda de arrecadação
motivada pela redução da alíquota de ICMS na comercialização de combustíveis,
energia elétrica e de outros, com impacto previsto de R$ 5 bilhões para o
Tesouro Estadual em 2023.
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