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Em depoimento, parlamentar disse que atirou para proteger criação de porquinhos-da-índia, que teria sido atacada
Preso em Itajá o vereador suspeito de cegar cachorro de criança de 2 anos com um tiro
08/12/2022, às 19:53 · Por Redação
O vereador Heder Alves Cruvinel (PSDB) foi preso na terça-feira, 6, suspeito de atirar no cachorro de uma menina de 2 anos, em Itajá, no sul de Goiás. A avó da criança contou que a neta chora muito com medo de o animal morrer. O cachorro ficou cego de um olho e está internado numa clínica para se recuperar.
O advogado Paulo Assis, que defende o vereador no processo, disse em nota que o
disparo se deu em momento de desespero, porque o cachorro atacava uma criação
de porquinhos-da-índia do parlamentar, dentro da casa dele. As informações são
do G1.
O delegado que investiga o caso, Nicolas Alvarenga, explicou
que o vereador foi preso por maus-tratos, crime inafiançável e que prevê pena
de 2 a 5 anos de prisão.
"Em depoimento, ele disse que atirou para proteger uma criação de porquinhos da índia, que teria sido atacada pelo cachorro. Aparentemente foi usada uma arma de chumbinho, que foi encaminhada para perícia", explicou o delegado.
O laudo de atendimento assinado por uma veterinária relata que o cachorro deu
entrada na clínica com trauma na face e sentindo muita dor. O quadro do animal
pode, inclusive, evoluir para uma cirurgia de retirada do olho esquerdo.
A Câmara de Vereadores informou em nota que não foi
comunicada oficialmente. "Por outro lado, não tivemos acesso ainda ao Auto
de Prisão em Flagrante, de maneira que a Câmara somente vai se posicionar após
tais medidas", diz a nota.
Nota de defesa
Héder Alves Cruvinel foi preso, em flagrante delito,
mediante a acusação de maus-tratos a um cachorro que lhe era estranho.
O ato do disparo, aliás, feito por arma de pressão, deu-se
em momento de desespero, visto que o animal estava a atacar a criação de
porquinhos da Índia do acusado, dentro do quintal da sua residência e se
recusava obedecer os comandos e gritos de desespero, de forma que, para que
parasse o ataque, o acusado, num gesto incontido e impensado, disparou na
direção do animal, tendo a infelicidade de alvejá-lo, inclusive próximo ao
olho, mesmo assim, 13 dos porquinhos foram mortos.
O cachorro está em tratamento, cujas despesas serão
custeadas pelo acusado. O acusado está a esperar pela designação de audiência
de custódia, na qual vai requerer a sua liberdade provisória, com ou sem
fiança, visto que as hipóteses de prisão preventiva não se fazem presentes,
porquanto ele é primário, portador de bons antecedentes, tem residência fixa e
emprego certo.
Itajá