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Rogério Cruz diz que gestão de Goiânia não tem mais influência do Republicanos de Brasília; prefeito da capital goiana afirmou, em entrevista ao jornal O Popular, que “impeachment não é qualquer coisa e não se faz de qualquer maneira”
Rogério Cruz diz que gestão de Goiânia não tem mais influência do Republicanos de Brasília
24/12/2022, às 13:01 · Por Redação
Em entrevista publicada neste sábado, 24, no jornal O Popular, o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), disse que sua gestão não tem mais influência do Republicanos de Brasília, por intermédio do presidente do partido no Distrito Federal, Wanderley Tavares. “Depois do episódio com o nosso saudoso Maguito Vilela, o partido nacional, para colaborar comigo indicou Tavares que estava em um local mais próximo, em Brasília. Ele veio, colocamos as pessoas adequadas nos locais e depois chegou o momento de termos o nosso próprio pessoal”, contou o prefeito.
Para ele, a gestão está fazendo um trabalho por pessoas de Goiânia, que conhecem, segundo Rogério, a cidade de fato. “Tudo que o Republicanos de Brasília colaborou, esteve aqui conosco e foi importante. Isso eu reconheço. Isso ocorreu no momento em que estávamos a sós, mas tenho certeza que não existe a questão de que o partido ou o Wanderley queiram voltar para assumir qualquer espaço em Goiânia. Até porque não existe mais ninguém daquela época em pontos estratégicos na gestão”, pontou.
Sobre a possibilidade de sofrer processo de impeachment, Rogério Cruz lembrou que foi vereador por dois mandatos e que conhece bem o processo. “Não é qualquer coisa e não se faz impeachment de qualquer maneira. Tem que acontecer muitas coisas negativas numa gestão, tem que ter improbidade administrativa, tem que ter muitos pontos para que isso aconteça”, lembrou o prefeito de Goiânia.
“Qualquer vereador tem sua legitimidade de protocolar um requerimento na Casa, mas nada foi provado, o processo foi arquivado pelo presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (Patriota), e nunca mais falaram sobre isso. Quanto aos vereadores, tenho além de amigos e parceiros, tenho cerca de 22, 24 parlamentares que são da nossa base”, acrescentou.
Quanto à relação da Prefeitura de Goiânia com o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Rogério Cruz diz que como gestor de uma capital como Goiânia ou de qualquer cidade deve ter um bom relacionamento político sim com o governo do estado, com o governo federal. “Afinal de contas, é o governo federal que tem a verba para que possamos trazer para a cidade a execução de grandes projetos, infraestrutura, educação, saúde”, enumerou, ao acrescentar que hoje existe o programa Goiânia Adiante.
“O programa terá mais de R$ 1,7 bilhão em investimentos, mas nós temos outros projetos que também dependem do governo federal. O Republicanos, na Câmara dos Deputados, já declarou que será um partido independente, não será oposição nem situação, será independente para decidir, nos momentos certos, os projetos que beneficiam o país. E no meu caso, como gestor, eu já tenho que ter a parceria, principalmente com os ministérios, para poder receber recursos e ter os projetos aprovados para que sejam executados na cidade de Goiânia”, esclareceu.
Ao concluir a entrevista, o prefeito Rogério Cruz disse que houve uma má interpretação sobre a fala que os livros causavam sinusite nas crianças. “Eu disse que as crianças que sofrem com sinusite podem ter problemas piores”, justificou, ao dizer que tem livros em casa e lê livros e que eles não causam sinusite e, questionado sobre reeleição, a resposta foi a seguinte: “Vou fazer coro às palavras do nosso saudoso Iris Rezende Machado: se o povo aclamar, quem sabe”, concluiu.
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