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Goiânia, 04/04/25
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Tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid é investigado pela PF por produzir informações falsas disseminadas pelo ex-presidente

Nomeação de bolsonarista para chefiar batalhão do Exército em Goiânia é barrada

25/01/2023, às 09:41 · Por Redação

O tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid entregou um requerimento ao novo comandante do Exército, general Tomás Paiva, solicitando o adiamento de comando do 1º Batalhão de Ações e Comando de Goiânia. A reunião entre os dois aconteceu nesta terça-feira, 24, antes do primeiro encontro do Alto Comando, que é presidido por Paiva. Na pauta, o principal assunto era a situação do ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Depois de aceitar o pedido de afastamento, um novo oficial deve ocupar o cargo.

Nos bastidores do Exército, Cid tem afirmado que está se defendendo de acusações na Justiça e que não teria condições de assumir. Além disso, os generais do Alto Comando da instituição consideraram a decisão do tenente-coronel como bastante adequada. Porém, a ordem partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou incomodado com a situação do bolsonarista, e solicitou ao ministro da Defesa, José Múcio, que resolvesse o problema.

O comandante exonerado Júlio César de Arruda se recusou a desfazer a nomeação de Cid, confirmando a primeira baixa no novo governo de Lula. Segundo uma fonte disse ao site Uol, um general afirmou que o afastamento de Cid não garante que ele ficará impedido de assumir o comando no futuro, desde que seja absolvido. Mauro Cid foi braço direito do ex-presidente Jair Bolsonaro  e indiciado pela Polícia Federal sob acusação de produzir informações falsas disseminadas pelo ex-chefe de Estado.

Bolsonaro associou falsamente a vacina contra a Covid-19 com o vírus do HIV. A afirmação foi feita em uma live, em outubro de 2021. De acordo com as investigações, Cid teria levantado as informações. O tenente-coronel barrado também teria coordenado um suposto caixa 2 no gabinete de Bolsonaro. Investigado, o militar teve a quebra de sigilo bancário autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.


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