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Já o bolor foi encontrado em uma das cavernas do Parque Estadual Terra Ronca, localizado no município de São Domingos, no Nordeste do Estado
Pesquisadores da UEG descobrem novas espécies de cogumelo e bolor
02/02/2023, às 22:03 · Por Eduardo Horacio
A equipe do Laboratório de Micologia Básica, Aplicada e
Divulgação Científica (FungiLab) do Campus Central da Universidade Estadual de
Goiás (UEG), em Anápolis, descobriu recentemente duas novas espécies de fungos
no cerrado. A primeira é um cogumelo e a outra, um bolor. As descobertas são
parte da pesquisa de doutorado dos estudantes do Programa de Pós-Graduação em
Recursos Naturais do Cerrado (Renac|UEG) Lucas Leonardo da Silva e Antônio
Sérgio Ferreira de Sá, orientados pela professora doutora Solange Xavier dos
Santos.
Batizado como Furtadomyces sumptuosus, o cogumelo foi
encontrado em uma área de mata da Floresta Nacional de Silvânia, uma unidade de
conservação na região Centro-Sul do Estado de Goiás, que abriga diferentes
fisionomias vegetacionais típicas do cerrado. Segundo os pesquisadores, o nome
foi dado devido às características do cogumelo, que é robusto, suntuoso, bem
diferente do que se conhece como um cogumelo tradicional.
Já o bolor foi encontrado em uma das cavernas do Parque
Estadual Terra Ronca, localizado no município de São Domingos, no Nordeste do
Estado. O nome científico da espécie, Preussia bezerrensis, foi dado em
homenagem à caverna onde ele foi encontrado, que é conhecida como Lapa do
Bezerra. “A caverna é santuário natural, de rara beleza e muito difícil acesso
e, por isso, a natureza lá se mantém quase intacta”, explica a professora
Solange Xavier.
Os resultados dessas descobertas foram publicados em 2022 nas revistas
científicas internacionais Mycological Progress, volume 21, e Persoonia -
Molecular Phylogeny and Evolution of Fungi, volume 49.
Os pesquisadores
Após a conclusão do doutorado, Lucas Leonardo da Silva candidatou-se a uma
bolsa de pós-doutorado no mesmo laboratório. Sua pesquisa é focada no estudo
dos fungos conhecidos como orelhas-de-pau do cerrado, que quase sempre crescem
sobre madeira, são grandes e facilmente visíveis.
Já Antônio Sérgio Ferreira de Sá está estudando os fungos
que ocorrem em cavernas do cerrado. O pesquisador explica que entre esses
fungos de ambientes cavernícolas, alguns oferecem risco para a saúde, como é o
caso de algumas espécies que vivem associadas a fezes de morcegos, que podem
causar séria infecção pulmonar se forem inaladas pelas pessoas que adentram
essas cavernas. Esse foi, inclusive, um dos objetivos do estudo do Antônio
Sérgio: verificar a ocorrência desses fungos nas cavernas do parque e, com
isso, o risco de visitação turística nessas áreas.
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