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Quando a família concorda com a doação, inicia-se a fase de exames de seleção dos receptores e distribuição dos órgãos e tecidos conforme determina o Sistema Nacional de Transplantes
Hospital de Urgências de Goiás realiza segunda captação de órgãos de 2023
15/02/2023, às 19:00 · Por Eduardo Horacio
O Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo)
realizou na tarde da última terça-feira, 14, a segunda captação de órgãos de
2023. O procedimento coordenado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO) vai
beneficiar seis pessoas com o transplante dos órgãos: duas em Goiás, duas no
Distrito Federal e duas em São Paulo.
Foram captados coração, rins, fígado e córneas de um doador
de 24 anos, que teve diagnóstico de morte encefálica após sofrer acidente de
trânsito com traumatismo cranioencefálico grave. A cirurgia foi feita por
equipes de médicos de Goiás, Distrito Federal e da Fundação Banco de Olhos de
Goiás.
Todo o processo foi conduzido pela Comissão Intra-Hospitalar
de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante da unidade, em parceria com a
Organização de Procura de Órgãos – Hugo. A gerente de Transplantes da SES-GO,
Katiuscia Christiane Freitas, explica que o primeiro passo para a doação de
órgãos é a confirmação da morte encefálica por meio de exames e, depois, o
consentimento da família.
“As equipes envolvidas acompanham todo o processo de morte encefálica. O trabalho é voltado para avaliar se é possível a doação e para o acolhimento da família de forma que ela compreenda esse diagnóstico e, por isso, a comunicação é tão importante”, afirma.
Logística
Quando a família concorda com a doação, inicia-se a fase de exames de
seleção dos receptores e distribuição dos órgãos e tecidos conforme determina o Sistema
Nacional de Transplantes. Após essa seleção, é organizada logística aérea e
terrestre, conforme o local de transplante dos receptores.
“A equipe insere os dados, características e exames do
doador no sistema para gerar a seleção de receptores. A fila de córnea é na
sequência de inscrição, já a de rins é por compatibilidade de sangue e
histocompatibilidade. Os órgãos que não fazemos aqui, como coração, pulmão e
pâncreas, ofertamos para outros estados e a Central Nacional de Transplantes
organiza a logística”, explica Katiuscia Freitas.
Transplante de Órgãos Hugo SES-GO