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Divulgação PM de Goiás
Três helicópteros foram apreendidos e estavam em nome de Felipe Ramos Morais, piloto morto na ação
Principal rival do PCC é morto em operação policial em Abadia de Goiás
18/02/2023, às 07:25 · Por Redação
A Polícia Militar de Goiás apreendeu na tarde desta sexta-feira, 17, três helicópteros que eram usados por integrantes de uma facção criminosa para o tráfico de drogas. As aeronaves estavam em uma chácara de Abadia de Goiás. Segundo o subcomandante do Comando de Operações de Divisas (COD), o major Denison Castanheira Silva, a equipe recebeu denúncia, na tarde desta sexta-feira, de moradores que suspeitaram da movimentação intensa neste local e foram verificar a situação.
Ao chegarem, eles foram recebidos com tiros e revidaram. “No momento em que nós nos aproximamos, os indivíduos reagiram e eles foram neutralizados. Entre eles está o Felipe Ramos, que é conhecido como piloto de uma facção criminosa. Desde então, ele participou da ação que ocasionou a morte de um dos principais líderes da PCC” destaca.
Dentre os mortos está o piloto Felipe Ramos Morais. Ele foi preso em 2018 e acertou uma delação premiada quando denunciou práticas criminosas da facção que culminaram em pelo menos duas operações da Polícia Federal (PF). As ações prenderam chefes das facções. Desde então, ele vivia escondido, já que é visto como atual inimigo de uma facção criminosa de São Paulo. Em 2021, a Justiça Federal de Campo Grande, em Mato Grosso, o absolveu.
O subcomandante do COD explicou que, durante a ação, foram apreendidos cinco quilos de cocaína pura vinda da Bolívia e três pistolas semiautomáticas. Neste local, era feito o escoamento do entorpecente trazido de outros países em pequenas proporções. O Subcomandante disse que o local era afastado para não levantar suspeita das forças policiais. Os helicópteros eram usadas pois eram mais fáceis de pousar em quaisquer lugares.
O jornal O Popular checou o prefixo de dois dos helicópteros apreendidos. Os códigos foram extraídos de fotografias do local da operação, o que não permitiu ver o registro de um deles. As duas aeronaves identificadas têm capacidade máxima para três passageiros. Elas têm peso máximo de decolagem de 1.088 kg a 1.134 kg. Uma delas é apenas para voo diurno, conforme a Consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação (Anac).
Os dados do RAB indicam que o helicóptero mais velho foi fabricado em 2001 e o mais novo em 2005. As duas aeronaves tinham problemas para navegação. Uma estava interditada e a outra apresentava o Certificado de Aeronavegabilidade Cancelado. Os dois helicópteros constam como pertencentes à empresa GF Aviation LTDA, aberta em 2011.
Conforme consulta feita na Receita Federal, a mesma possui capital social de R$ 100 mil e tem como sócio administrador o piloto Felipe. O endereço apresentado é a Avenida Deputado Jamel Cecílio, no Jardim Goiás, em Goiânia. No registro do CNPJ não há telefone declarado. Ainda conforme o registro da Receita Federal, a empresa tem como atividade econômica principal “Outros serviços de transporte aéreo de passageiros não-regular”.
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