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Ao lado de familiares, Caiado presta homenagem à Dona Iris durante missa de sétimo dia
Amigos, familiares e políticos participam de Missa de 7º dia de Dona Iris
28/02/2023, às 13:20 · Por Redação
Foi com mensagens de saudade e enaltecimento do legado
político de Iris de Araújo Rezende Machado que familiares, amigos, lideranças
políticas e demais presentes participaram, nesta segunda-feira, 27, na igreja
Matriz de Campinas, da missa de sétimo dia da ex-senadora, deputada federal e
primeira-dama de Goiás. O momento de oração foi celebrado pelo padre Abdon
Guimarães.
Com as memórias de Dona Íris no longo convívio na política
goiana e no Congresso Nacional, o governador Ronaldo Caiado destacou a trajetória
que marcou a história de Goiás. “É um currículo extenso, uma mulher que tem
várias ações no Estado. Nada mais merecido do que prestar homenagem à Dona
Iris, que deixou sua história cravada em vários momentos. Hoje é mais um dia de
despedida daquela que o povo goiano já sente muita saudade”, declarou.
Dona Iris faleceu na última terça-feira, 21, aos 79 anos, em
Goiânia, após complicações de um procedimento cirúrgico realizado no pulmão.
Caiado a classificou como uma mulher inspiradora e à frente de seu tempo. “Foi
uma guerreira na defesa do Estado de Goiás, sempre teve uma atitude
independente”, sublinhou o governador.
A trajetória de Dona Iris foi marcada pela ajuda aos mais
vulneráveis e vivida ao lado do ex-governador Iris Rezende Machado, com quem
foi casada por 57 anos. Ele morreu há um ano e três meses. O casal deixou três
filhos, Cristiano, Ana Paula e Adriana, e dois netos. "Muito difícil
assimilar duas perdas tão próximas. Primeiro meu pai, agora minha mãe. A dor é
dobrada, mas a gratidão por Deus também, pelo privilégio de ter participado de
uma história tão bonita”, descreveu Ana Paula Rezende em referência aos pais.
Para além da vida pública, com histórias inspiradoras, a
filha Adriana falou um pouco sobre Dona Iris enquanto mãe, com quem tinha
“laços profundos”. “Era uma mulher firme e forte, mas não deixava de ser terna
e amorosa. Conseguia ser simples e sofisticada ao mesmo tempo. Altiva, sem ser
soberba. Ela foi meu primeiro e maior amor”, definiu, às lágrimas. “Era
vibrante e entusiasmada com tudo. Depois da partida do meu pai, parece que
perdeu aquele brilho. Ela falava que estava pronta para encontrá-lo”, lembrou
Adriana.
Durante a homilia, o padre Abdon levou mensagem de consolo e
esperança aos familiares, que perderam o “casal Iris” em um intervalo de tempo
tão curto. E referiu-se à Dona Iris como “a mulher do povo”, que deixou uma
marca de serviço. “Fizeram um grande trabalho e a gente não pode desassociar
essas duas figuras. E tanto é que falam que Dona Iris é aquela que ajudou e
conviveu com o povo. Então, é uma mulher que sempre foi dada aos trabalhos,
junto com seu esposo”, lembrou o padre, que é reitor do santuário Basílica Mãe
do Perpétuo Socorro.
Dona Iris Missa de 7º Dia