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Seca fica mais branda em Goiás, diz Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico; os números apontam uma redução da área com o fenômeno de 72% para 60% do território

Seca fica mais branda em Goiás, diz Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico

02/03/2023, às 16:21 · Por Redação

Entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, Goiás registrou abrandamento do período de seca, é o que aponta um levantamento feito na região Centro-Oeste do Brasil. Os dados são do Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Os números apontam uma redução da área com o fenômeno de 72% para 60% do território. 

No Distrito Federal, por exemplo, não houve registro de secas, conforme informações da ANA. Em Mato Grosso do Sul a seca extrema recuou de 7% para 1% do território sul-mato-grossense entre dezembro e janeiro. No sentido oposto, a severidade do fenômeno se intensificou em Mato Grosso com o aumento da área com seca grave de 3% para 12% do território mato-grossense no mesmo período.

A área com seca no Distrito Federal caiu de 4% para 0%. O Monitor também registrou redução da área com seca em Mato Grosso, onde ocorreu uma redução de 80% para 71% do território mato-grossense nessa situação. Já em Mato Grosso do Sul, a seca se manteve presente em 67% do estado entre dezembro e janeiro. 

Cenário nacional
Em dois meses, em termos de severidade da seca, houve uma intensificação do fenômeno no Amazonas, Rio Grande do Sul e Rondônia, conforme o Monitor de Secas. Em outros sete estados, a seca ficou mais branda: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Tocantins. Sete unidades da Federação ficaram livres do fenômeno em janeiro: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Sergipe. A seca ficou estável em termos de severidade em seis estados: Acre, Ceará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. Já em Alagoas a seca voltou a ser registrada em janeiro.

Na comparação, nove estados registraram a diminuição da área com seca: Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. Na Bahia, Distrito Federal e Espírito Santo o fenômeno deixou de ser registrado em janeiro e as três unidades da Federação se juntaram a quatro estados nordestinos que seguiram livres de seca: Maranhão, Pernambuco, Piauí e Sergipe.

No Acre, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Sul e Santa Catarina as áreas com seca se mantiveram estáveis em janeiro, enquanto a extensão do fenômeno se ampliou no Rio Grande do Norte e em Rondônia. Em Alagoas a seca voltou a ser registrada após seis meses sem registro do fenômeno no estado.  Dois estados registraram seca em 100% do território em janeiro: Acre e Rio Grande do Sul; sendo que para percentuais acima de 99% considera-se a totalidade dos territórios com seca.

Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, o Amazonas lidera a área total com seca de janeiro, seguido por Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo. No total, entre dezembro e janeiro, a área com o fenômeno caiu de 3,67 milhões para 3,23 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente a 38% do território brasileiro.

Monitor de Secas
O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. A ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar o planejamento e a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.

O Monitor abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, os quatro do Sudeste, os três do Centro-Oeste mais o Distrito Federal, além do Acre, Amazonas, Rondônia e Tocantins. O processo de expansão continuará em 2023 até alcançar todas as 27 unidades da Federação, com a inclusão do Amapá, Pará e Roraima neste ano.


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