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Danilo Sousa Silva desapareceu em Goiânia em julho de 2020, quando tinha 7 anos

Ajudante de pedreiro acusado de matar menino afogado em lama deve ir a júri popular

07/03/2023, às 10:34 · Por Redação

Após vários recursos da defesa de Hian Alves Oliveira, réu por matar o menino Danilo Sousa Silva, que tinha 7 anos quando foi assassinado em Goiânia, o desembargador Leandro Crispim determinou que ele deve ir a júri popular. A defesa de Hian pode recorrer da decisão.

No processo judicial, a defesa entrou com diversos recursos, como pedido de nulidade do processo, absolvição e embargos. A maioria foi negada.

Danilo desapareceu no dia 21 de julho de 2020, no Parque Santa Rita. Segundo a família, o menino brincava na porta de casa e disse à mãe que iria à casa da avó, mas nunca chegou lá. O corpo foi encontrado no dia 28 do mesmo mês, em uma mata fechada, a cerca de 100 metros de onde ele morava.

Na última decisão, publicada na quinta-feira, 2, o desembargador Leandro Crispim analisou somente os indícios de autoria do crime e concluiu que Hian deve ser julgado pelo júri. A data ainda não foi marcada.

"No caso, a materialidade do crime de homicídio está demonstrada pelo laudo de exame cadavérico, que atesta: 'morte por asfixia mecânica por afogamento'", escreveu o magistrado.

A polícia prendeu Hian em 31 de julho de 2020 e um juiz converteu a prisão em flagrante em preventiva. Ele está preso desde então.

Ao juiz que conduz o processo, Hian disse que matou o menino por ciúmes. Ele era vizinho da família de Danilo e morava com um pastor. Esse pastor, porém, ajudava os familiares do menino e deixava de ajudar a família dele.

O ajudante de pedreiro disse que usou um pedaço de madeira para agredir o menino e afogou o rosto dele num pedaço de lama até ele perder a consciência. O corpo foi abandonado numa área de brejo, que o próprio Corpo de Bombeiros disse depois que teve dificuldades de acesso.


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