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Fabiano Araújo
Quatro blocos e um partido indicaram membros titulares da CEI da Comurg
Lista de membros da CEI da Comurg é divulgada pela Câmara de Goiânia
15/03/2023, às 14:49 · Por Redação
Foi publicada pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Goiânia,
na edição de 14 de março do Diário Oficial do Município, a Comissão
Especial de Inquérito (CEI) para investigar suspeitas de irregularidades na
gestão da Companhia Municipal de Urbanização de Goiânia (Comurg). O pedido
partiu de requerimento apresentado pelo vereador Ronilson Reis (PMB) e aprovado
pelo Plenário.
Quatro blocos e um partido indicaram membros titulares da
comissão: Thialu Guiotti (Avante) e Paulo Henrique da Farmácia (Agir), pelo
Bloco Ordem; Ronilson Reis (PMB), pelo Bloco Goiânia Transparente; Pedro Azulão
Jr. (PSB), pelo Bloco Independência; Welton Lemos (Podemos), pelo Bloco
Vanguarda; e Henrique Alves, indicado pelo MDB. O sétimo integrante titular
ainda será indicado.
Os parlamentares terão 120 dias, prorrogáveis por igual
período, a partir da instalação da CEI, para investigar “irregularidades na
administração e dívidas da Comurg com o Instituto Municipal de Assistência à
Saúde (Imas), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço (FGTS) e fornecedores”.
Denúncias
Na semana passada, Romário Policarpo (Patriota), denunciou,
em Plenário, pagamento antecipado de R$ 8 milhões feito pela Secretaria de
Relações Institucionais (SRI) da Prefeitura à Comurg. De acordo com o
presidente da Câmara, contrato assinado entre SRI e Comurg, em junho de 2021,
visava ao pagamento de emendas impositivas dos vereadores para realização de
obras pela companhia. “Dois dias depois, a Prefeitura adiantou oito milhões [de
reais] em nota fiscal dessas obras que deveriam ter sido feitas pela Comurg”,
afirmou.
De acordo com o parlamentar, o fato pode configurar
improbidade administrativa, já que algumas obras nem teriam sido iniciadas.
“Não existe adiantamento de pagamento em serviços púbicos. A regra do contrato
com a SRI é muito clara: você faz o contrato, a Comurg inicia execução das
obras, existe medição feita por fiscal da SRI nessas obras. Posteriormente há
emissão de nota fiscal e aí, sim, é feito pagamento. A Prefeitura inverteu
totalmente o critério”, denunciou Policarpo.
Líder do Prefeito na Casa, o vereador Anselmo Pereira (MDB)
ressaltou necessidade de avaliar se a transferência de recursos visou à
celeridade das obras. “Você não faz uma praça sem realizar projeto previamente.
Provavelmente eu entendo que seja isso, mas, mesmo assim, nós vamos levar isso
ao conhecimento do presidente da Comurg, Alisson [Borges], e também ao nosso
prefeito Rogério Cruz (Republicanos)”, afirmou. “A Prefeitura não tem receio da
CEI. Ela quer que apure, o que houver de errado, que seja consertado, se houver
necessidade de punibilidade, que seja feita, mas nós não temos receio da CEI”,
garantiu.
Para Ronilson Reis, propositor da CEI, o fato de a base
possuir maioria – até o momento, quatro dos seis membros –, não inviabilizará
os trabalhos, porque denúncias foram apresentadas e precisam ser investigadas.
Membros da CEI, segundo ele, também serão cobrados pelos demais vereadores, que
poderão apresentar requerimentos e acompanhar a comissão. Esse também é o
pensamento do presidente da Câmara. Para Romário Policarpo, com o volume de
material já apresentado, a base não conseguirá esvaziar trabalhos da CEI.
CEI Comurg