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Marconi Perillo enfrenta uma forte rejeição desde que deixou o governo em 2018 em meio a uma gestão mal avaliada, com grande descompasso fiscal
Temor de terceira derrota consecutiva afasta Marconi de eleição municipal
21/03/2023, às 13:20 · Por Eduardo Horacio
Cotado para ser candidato a prefeito de Goiânia ou Anápolis,
o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) anunciou que não irá disputar mandato em
2024. Ao descartar a possibilidade, ele afirmou que o único motivo é não gostar
de disputar eleição a cada dois anos. Porém, por trás da negativa está a forte
rejeição que o levou a duas derrotas consecutivas para o Senado, em 2018 e
2022.
Aliados de Marconi alimentam a esperança que ele poderia
repetir a trajetória do ex-governador Iris Rezende, que ao perder as disputas
de 1998 (ao governo) e 2002 (ao Senado), conquistou a prefeitura de Goiânia em
2004 e retomou seu prestígio político. Ou de Maguito Vilela, que se elegeu
prefeito de Aparecida de Goiânia, em 2008, após perder para o governo em 2002 e
2006.
Marconi Perillo enfrenta uma forte rejeição desde que deixou
o governo em 2018 em meio a uma gestão mal avaliada, com grande descompasso
fiscal, e sob denúncias de corrupção em diversos setores. A avaliação negativa
não arrefeceu entre a primeira e segunda derrota para o Senado.
Em Goiânia, a rejeição ao ex-governador é ainda pior. Na
disputa pelo Senado, Marconi obteve apenas 98.249 votos (14,11% dos válidos),
atrás de Wilder Morais (PL) e Delegado Waldir Soares (União Brasil). Mesmo
quando saiu vitorioso nas eleições estaduais de 2010 e 2014, o tucano foi
derrotado na capital.
Com Goiânia fora do radar, a alternativa ensaiada pelos
próprios aliados seria uma candidatura de Marconi a prefeito de Anápolis, um
histórico reduto eleitoral do tucano. Ocorre que o desempenho do tucano na
cidade também foi decepcionante na eleição de 2022: apenas 14,28% dos votos
válidos, novamente apenas o terceiro mais votado.
Além do mapa da eleição passada e de ter em mãos pesquisas
qualitativas que dimensionam sua forte rejeição nos principais colégios
eleitorais do Estado, Marconi ainda tem na memória uma outra lembrança da
política estadual. Em 1992, o ex-governador Henrique Santillo, que havia
deixado o Palácio das Esmeraldas dois anos antes, disputou mandato de prefeito
em Anápolis e encerrou com derrota sua trajetória eleitoral.
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