Matérias
Divulgação
Operação foi realizada pelo Ministério Público, por meio do Gaeco e da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI)
Operação contra fraudes em licitações realiza prisão em Anápolis
28/03/2023, às 18:41 · Por Redação
O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do por meio
do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da
Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI), deflagrou na
manhã desta terça-feira, 28, a Operação Escola Régia III, com a finalidade de
cumprir cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva
na cidade de Anápolis.
Trata-se de desdobramento da Operação Escola Régia II, deflagrada em outubro de 2022. As
diligências de hoje visam obter novos vestígios da atuação de organização
criminosa, com atuação em diversos municípios goianos, especializada na prática
de crimes de fraudes à licitação e contratos, peculato, corrupção
ativa/passiva, falsificação de documentos públicos e particulares, lavagem de
capitais, em diversos municípios goianos. As licitações fraudadas resultaram em
mais de R$ 15 milhões em gastos públicos.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara dos Feitos
Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem ou
Ocultação de Bens, Direitos e Valores. As Forças de Segurança Pública do Estado
de Goiás (Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal) deram apoio
operacional às diligências.
Além dos mandados de busca e apreensão e prisão, o Poder
Judiciário deferiu também medidas cautelares diversas à prisão, entre elas, a
proibição de 11 investigados participarem de licitações e de exercerem atos de
administração e gestão das pessoas jurídicas investigadas, além de manterem
contato com os demais investigados e testemunhas, bem como manterem contato com
pregoeiros e servidores dos municípios em que ocorreram os crimes.
Também foi deferido o afastamento da função atualmente exercida
de um servidor público lotado no município de Abadiânia (GO). A pedido do
Gaeco, também foi deferido o pedido de suspensão dos registros na Junta
Comercial do Estado de Goiás, na Receita Federal e na Receita Estadual de sete
pessoas jurídicas.
Com informações do MP-GO
MP-GO Corrupção Anápolis