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Foto: Lucas Diener
Com a reprogramação, serão disponibilizados até o final deste ano mais R$ 460 milhões a Goiás e o mesmo valor a Mato Grosso; R$ 335 milhões a Mato Grosso do Sul e R$ 140 milhões ao Distrito Federal
Estado de Goiás terá R$ 460 milhões a mais do FCO em 2019
22/09/2019, às 00:02 · Por Eduardo Horacio
O Estado de Goiás terá R$ 460 milhões a mais do Fundo
Constitucional do Centro-Oeste (FCO) para empréstimos até o mês de dezembro. O
orçamento inicial previsto para o Estado era de R$ 2,32 bilhões e passou agora para
R$ 2,78 bilhões.
A reprogramação dos recursos do Fundo foi apresentada em
Brasília durante reunião do Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência
do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). Até o mês de julho foram
utilizados R$ 1,797 bilhão, sendo R$ 879,3 milhões para o FCO Empresarial e R$
917,8 milhões para o FCO Rural. Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o
Distrito Federal terão, juntos, R$ 1,3 bilhão a mais até dezembro.
Com a reprogramação, serão disponibilizados até o final
deste ano mais R$ 460 milhões a Goiás e o mesmo valor a Mato Grosso; R$ 335
milhões a Mato Grosso do Sul e R$ 140 milhões ao Distrito Federal. Com o
aporte, a região Centro-Oeste terá um total de R$ 8,4 bilhões para
investimentos em 2019.
Capital de giro
Entre as deliberações definidas durante essa reunião do Condel estão a
alteração do limite financiável para capital de giro, passando de R$ 7 mil para
R$ 10 mil no caso de empreendedores individuais, e de R$ 180 mil para R$ 200
mil no caso de microempresas. A medida visa ampliar o limite financiável para
os micro e pequeno empreendedores, já que o capital de giro é um importante
fator para administração financeira das empresas.
O objetivo dessa mudança é contribuir para a desconcentração
do crédito, reduzindo o tíquete médio das operações do FCO. Outra proposta
aprovada foi a alteração do teto de financiamento do FCO, passando de R$ 30
milhões para R$ 20 milhões por tomador e, na assistência máxima permitida,
reduzido de R$ 400 milhões para R$ 200 milhões por cliente, grupo empresarial
ou grupo agropecuário. Atualmente, a demanda por crédito é maior que os valores
disponíveis para financiamentos e, portanto, a proposta tem o objetivo de fazer
com que o Fundo atenda a um universo maior de beneficiários.
Outra alteração importante determina que o FCO poderá
viabilizar a construção de imóveis destinados à locação em centros de logística
e também em complexos industriais. Essa proposta foi encaminhada pela
Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) de Goiás. Também foi
aprovada alteração na forma da apresentação “de proposta de financiamento” no
caso de valor inferior a R$ 500 mil. Antes era de R$ 1 milhão. E mediante
carta-consulta a ser entregue na agência operadora, que passou para R$ 500 mil.
Essa proposta assegura mais transparência e garante a criação de mecanismos de
controle e avaliação.
As parcerias entre a SIC e o BNDES estão em vigor e garantem
que propostas acima de R$ 10 milhões foram retomadas com juros similares aos do
FCO. O encaminhamento pode ser feito direto ao BNDES.
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