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Benito Franco já era alvo de um processo interno na corregedoria da PM por ter gravado um vídeo no qual disse que Lula não tomaria posse
Coronel da PM preso por atos extremistas tentou fugir da Polícia Federal e se acidentou
20/04/2023, às 08:57 · Por Redação
Um dos presos na operação da Polícia Federal (PF) deflagrada na última terça-feira, 18, sobre atos extremistas de 8 de janeiro, o coronel da Polícia Militar (PM) de Goiás Benito Franco, tentou fugir e acabou com o joelho machucado. Após a tentativa de fuga frustrada da PF, o policial militar mal conseguia andar. Ele foi detido em Goiânia.
Benito Franco já era alvo de um processo interno na corregedoria da PM por ter gravado um vídeo no qual disse que Lula não tomaria posse. A gravação é de dezembro de 2022. O policial militar foi comandante do batalhão de Rondas Ostensivas Tática Metropolitana (Rotam) e participou das buscas ao assassino Lázaro Barbosa, no ano passado. Em função da projeção que ganhou na operação, candidatou-se a um cargo de deputado federal pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não se elegeu.
Operação
A Polícia Federal prendeu na terça mais 13 suspeitos de envolvimento nos atos extremistas do dia 8 de janeiro. Outros três alvos de mandados eram tratados pela corporação como foragidos. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos no Distrito Federal e em sete estados: Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
Ao todo, segundo a PF, havia também 22 mandados de busca e apreensão. Essa foi a 10ª fase da operação Lesa Pátria, deflagrada pela Polícia Federal e por órgãos de controle ainda em janeiro para tentar identificar os envolvidos nos atos que depredaram às sedes dos Três Poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro.
Julgamento
A nova fase aconteceu no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, em plenário virtual, 100 denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra suspeitos de participação nos atos. Esses 100 denunciados fazem parte do grupo de 294 suspeitos que permanecem em prisão preventiva.
O julgamento vai até a próxima segunda-feira, 24, e define se essas pessoas se tornam réus por crimes ligados aos atos golpistas. Primeiro a votar, o ministro relator Alexandre de Moraes defendeu que todos esses 100 se tornem réus. O julgamento terá apenas 10 votos, em razão da aposentadoria do ministro Ricardo Lewandowski no início de abril.
De acordo com a Polícia Federal, desde o início da operação Lesa Pátria em janeiro, foram efetuadas 65 prisões preventivas, cumpridos 4 mandados de prisão temporária, cumpridas 174 buscas e apreensões e instaurados 17 inquéritos policiais.
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