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Divulgação/O Popular
Conforme revelado na semana passada, a Goiás Parcerias contratou em maio um escritório de advocacia de Taquaral de Goiás, no valor de R$ 402 mil
Escritório contratado por R$ 402 mil, que derrubou diretoria da Goiás Parceiras, não existe em endereço indicado
26/09/2019, às 00:09 · Por Pedro Lopes
O escritório de advocacia contratado pela Companhia de Investimento e Parcerias do Estado de Goiás, a Goiás Parcerias, em processo que está sob investigação e que levou à ordem de destituição da diretoria, na semana passada, não funciona no endereço informado no contrato da estatal e registrado na Receita Federal. A informação é da jornalista Fabiana Pulcineli, no jornal O Popular.
No mesmo local citado em contrato de R$ 402 mil e realizado sem licitação com a estatal há uma farmácia e um pequeno escritório de advocacia. Conforme revelado na semana passada, a Goiás Parcerias contratou em maio um escritório de advocacia de Taquaral de Goiás (no Centro goiano), no valor de R$ 402 mil, sem licitação eom "adiantamento" de R$ 102 mil. O endereço registrado pelo escritório Silva Sociedade Individual de Advocacia é Rua Dr. Paulo Letti, 775, Setor Central.
Neste local, funcionam uma farmácia e um pequeno escritório de advocacia que pertencem ao advogado David Dutra. Ele afirma que não conhece o advogado Paulielio Ataídes da Silva, representante da Silva Advocacia, e que não faz ideia do motivo para que seu endereço estar no registro do outro escritório.
Escândalo derruba diretoria
O governador Ronaldo Caiado (DEM) afastou na última sexta-feira, 20, aos diretores da Goiás Parcerias, com exceção do vice-presidente, Heitor Camargo, nomeado presidente interino, e de dois membros do Conselho de Administração, Larissa Rodrigues da Luz Silva e Arthur Ciro César Neto. O presidente afastado é Eduardo Macedo, ex-presidente do PMN.
A decisão ocorreu depois de o conselho suspeitar de um contrato assinado pela Goiás Parceria com o Escritório Silva Sociedade Individual de Advocacia de Taquaral, com dispensa de licitação, por R$ 402 mil. Em um mês, a empresa pagou R$ 170 mil ao escritório, incluindo um adiantamento de R$ 102 mil.
De acordo com Pedro Sales, o contrato já estava sendo investigado pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) a pedido do conselho fiscal, formado por ele, Bruno Magalhães D’Abadia e Adriano Rocha Lima. O ofício do conselho ao controlador-geral do Estado, Henrique Ziller, tem data de 19 de agosto.
Goiás Parcerias Eduardo Macedo