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O julgamento deve durar três dias e será presidido pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva
Começa os depoimentos no caso dos advogados mortos dentro de escritório em Goiânia
30/05/2023, às 17:00 · Por Redação
Começou, nesta terça-feira, 30, o júri popular dos três
envolvidos no assassinato dos advogados Marcus Aprigio Chaves e Frank
Alessandro Carvalhães de Assis. O crime aconteceu em outubro de 2020, no
escritório de advocacia das vítimas, no Setor Aeroporto, em Goiânia. O
julgamento deve durar três dias e será presidido pelo juiz Eduardo Pio
Mascarenhas da Silva.
O primeiro a sentar no banco dos réus é o fazendeiro Nei Castelli, apontado
como mandante dos crimes. Na sequência, serão julgados Cosme Lompa Tavares,
acusado de ser o intermediador entre o executor e o mandante, e Hélica Ribeiro
Gomes, namorada de Pedro Henrique Martins Soares, autor dos disparos. Pedro
Henrique já foi julgado porque a defesa dele não recorreu da acusação, fazendo
com que o julgamento acontecesse antes dos demais. Ele foi levado a júri em
maio de 2022 e condenado a 45 anos, 6 meses e 10 dias de prisão, em regime
inicialmente fechado.
A motivação da morte dos dois advogados seria uma causa ganha por eles contra
Nei Castelli em uma ação de reintegração de posse proposta contra a família do
acusado. Por conta disso, ele pagaria os advogados o valor de R$ 4,6 milhões.
Segundo as investigações, Nei Castelli contratou Pedro Henrique e Jaberson
Gomes para cometerem o crime com a promessa de pagar o valor de R$ 100 mil,
caso saíssem impunes, ou R$ 500 mil, caso fossem presos em decorrência da
empreitada criminosa.
Para ter acesso às vítimas, Pedro Henrique e Jaberson agendaram uma reunião com
o advogado Marcus Chaves utilizando um nome falso. Ao chegarem ao escritório,
eles renderam Marcus Chaves e, depois, Frank Alessandro. Um assalto foi
simulado e um dos advogados chegou a dar R$ 2 mil, mas mesmo assim foram
assassinados.
Dias após o crime os três acusados foram presos. Jaberson morreu em confronto
com a Polícia Militar do Tocantins.
Julgamento Advogados