Matérias
Divulgação
O júri teve início ainda na terça-feira, 30. Ao todo, foram 4 votos favoráveis e 3 contrários a condenação dos réus
Acusados de matar advogados em Goiânia são condenados a mais de 21 anos
31/05/2023, às 22:53 · Por Redação
Dois dos acusados de matar
os advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhães foram
condenados, nesta quarta-feira, 31, a mais de 21 anos.
Nei Castelli, apontado como
mandante do crime, e Cosme Lompa foram sentenciados a pena de 21 anos, 10 meses
e 15 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado.
Já Hélica Ribeiro Gomes,
namorada de Pedro Henrique (já condenado), foi absolvida das acusações. O júri
teve início ainda na terça-feira, 30. Ao todo, foram 4 votos favoráveis e 3
contrários a condenação dos réus. Eles deverão cumprir a pena inicialmente em
regime fechado, na Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), em Aparecida
de Goiânia.
A defesa de Nei Castelli informou ter recebido a
notícia com indignação e surpresa, afirmando que “o conjunto de provas
apresentadas diante do corpo de jurados deixou claro que os erros da
investigação levaram uma pessoa inocente ao banco dos réus”. O advogado
criminalista Renato Armiliato Dias, que representa o acusado, disse ainda que
irá recorrer da decisão e pedir a anulação do júri.
O crime aconteceu em outubro de 2020, no
escritório de advocacia das vítimas, no Setor Aeroporto, em Goiânia. Marcus
levou três tiros no crânio e na região nasal, enquanto Frank foi atingido por
um tiro na região do tórax. A motivação seria uma causa ganha por eles contra
Nei Castelli em uma ação de reintegração de posse proposta contra a família do
acusado. Por conta disso, ele pagaria os advogados o valor de R$ 4,6 milhões.
Segundo as investigações, Nei Castelli contratou
Pedro Henrique e Jaberson Gomes para cometerem o assassinato com a promessa de
pagar o valor de R$ 100 mil, caso saíssem impunes, ou R$ 500 mil, caso fossem
presos em decorrência da ação criminosa. Jaberson morreu em confronto com a
Polícia Militar do Tocantins. Já Pedro Henrique, apontado como autor dos
disparos, foi levado a júri em maio de 2022 e condenado a 45 anos, 6 meses e 10
dias de prisão, em regime inicialmente fechado.
Crime Advocacia