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Goiânia, 04/04/25
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O júri teve início ainda na terça-feira, 30. Ao todo, foram 4 votos favoráveis e 3 contrários a condenação dos réus

Acusados de matar advogados em Goiânia são condenados a mais de 21 anos

31/05/2023, às 22:53 · Por Redação

Dois dos acusados de matar os advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank Alessandro Carvalhães foram condenados, nesta quarta-feira, 31, a mais de 21 anos.

Nei Castelli, apontado como mandante do crime, e Cosme Lompa foram sentenciados a pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado.

Já Hélica Ribeiro Gomes, namorada de Pedro Henrique (já condenado), foi absolvida das acusações. O júri teve início ainda na terça-feira, 30. Ao todo, foram 4 votos favoráveis e 3 contrários a condenação dos réus. Eles deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado, na Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), em Aparecida de Goiânia.

A defesa de Nei Castelli informou ter recebido a notícia com indignação e surpresa, afirmando que “o conjunto de provas apresentadas diante do corpo de jurados deixou claro que os erros da investigação levaram uma pessoa inocente ao banco dos réus”. O advogado criminalista Renato Armiliato Dias, que representa o acusado, disse ainda que irá recorrer da decisão e pedir a anulação do júri.

O crime aconteceu em outubro de 2020, no escritório de advocacia das vítimas, no Setor Aeroporto, em Goiânia. Marcus levou três tiros no crânio e na região nasal, enquanto Frank foi atingido por um tiro na região do tórax. A motivação seria uma causa ganha por eles contra Nei Castelli em uma ação de reintegração de posse proposta contra a família do acusado. Por conta disso, ele pagaria os advogados o valor de R$ 4,6 milhões.

Segundo as investigações, Nei Castelli contratou Pedro Henrique e Jaberson Gomes para cometerem o assassinato com a promessa de pagar o valor de R$ 100 mil, caso saíssem impunes, ou R$ 500 mil, caso fossem presos em decorrência da ação criminosa. Jaberson morreu em confronto com a Polícia Militar do Tocantins. Já Pedro Henrique, apontado como autor dos disparos, foi levado a júri em maio de 2022 e condenado a 45 anos, 6 meses e 10 dias de prisão, em regime inicialmente fechado.


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