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Comurg foi contratada para realização de 80 obras com recursos oriundos das emendas impositivas dos vereadores ao orçamento municipal deste ano
Paço suspende contrato de R$ 12,9 milhões com Comurg, que não conclui 50 praças
19/06/2023, às 09:30 · Por Redação
A Secretaria Municipal de Relações Institucionais (SRI) suspendeu o contrato no
valor de R$ 12,9 milhões com a Companhia Municipal de Urbanização de Goiânia
(Comurg) para realização de 80 obras com recursos oriundos das emendas
impositivas dos vereadores ao orçamento municipal deste ano. A informação é do
jornalista Márcio Leijoto de POPULAR.
A suspensão consta em uma resposta entregue no começo do mês
pela Comurg ao Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO). O
órgão também apura o pagamento antecipado pelos serviços, todos atrasados.
Em junho de 2022, a Comurg foi contratada de forma
semelhante, por R$ 12,8 milhões, para construção e revitalização de 50 praças e
quadras esportivas, com prazo de entrega até 8 de fevereiro deste ano. Porém,
nos mesmos documentos entregues ao TCM-GO, consta que quatro meses após o fim
do prazo ainda restam nove obras em andamento. E mesmo entre as que estão
“concluídas”, é frisado em alguns casos que faltam detalhes a finalizar.
No despacho em relação ao contrato suspenso, o titular da
SRI, Ricardo Fortunato, justifica a decisão dizendo que “da análise detida dos
autos” verifica-se a ausência de “alguns documentos imprescindíveis”, como
projetos, licenças ambientais e planilhas orçamentárias. “Considerando que
ainda não fora exarada ordem de serviço nos presentes autos, tenho por bem
determinar a suspensão da presente contratação para que seja realizada uma
análise minuciosa dos documentos”, afirmou o secretário.
Antes, no dia 2 de fevereiro, um engenheiro da Comurg fez
uma solicitação ao presidente da companhia reclamando da ausência de dados
necessários para que se desse andamento ao contrato. É anexada uma lista
mostrando que das 80 obras, apenas 29 tinham projeto e planilha orçamentária e
44 não tinham nem um nem outro.
Nos papéis entregues pela Comurg ao TCM-GO, há um ofício com
data de dia 2 de fevereiro e nome do presidente da companhia, Alisson Borges,
para a SRI cobrando estas informações. Porém, na validação do documento consta
que o encaminhamento se deu no dia 11 de abril.
Consta na relação também um ofício de março no qual a SRI
certifica a inserção nos autos internos da contratação todos os empenhos de
recursos para garantir o repasse financeiro para os serviços. Como a ordem de
serviço nunca foi assinada, as obras não tiveram início e nenhum pagamento foi
feito.
Em nota ao jornal, a Prefeitura repetiu o que consta no
despacho sobre o motivo da suspensão do contrato de dezembro e afirmou que a
execução do mesmo poderá ser solicitada “após pareceres técnicos e jurídicos”.
Não foi informado um prazo para uma decisão final sobre o prosseguimento das
obras nem mais detalhes sobre os documentos que estariam faltando.
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