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Trabalhadores do transporte coletivo rejeitam proposta de reajuste salarial apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano e Passageiros
Proposta de aumento salarial é rejeitada e assembleia discutirá possível greve no transporte coletivo de Goiânia e região
24/06/2023, às 13:00 · Por Redação
O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano e Passageiros
de Goiânia (SET) divulgou nesta sexta-feira, 23, uma proposta de reajuste
salarial para os trabalhadores do transporte coletivo, que foi prontamente
rejeitada pela classe. Agora, uma assembleia está marcada para a próxima
terça-feira, 27, onde será discutido se haverá uma possível greve na Região
Metropolitana de Goiânia.
A proposta apresentada pelo SET inclui um aumento de 7%,
levando em consideração a inflação acumulada no período, que foi de 5,5%. Com
isso, os trabalhadores teriam um ganho real de 1,5% acima da inflação. Além
disso, há uma proposta de alteração da data base para 1º de setembro, com um
aumento adicional de 3%, resultando em um ganho real estimado de 0,7%. Para
evitar prejuízos aos trabalhadores, as empresas também propuseram antecipar a
reposição da inflação (5,5%) nos salários a partir de maio.
No entanto, segundo o presidente do Sindicato dos
Trabalhadores do Transporte Coletivo de Goiânia e Região Metropolitana
(Sindicoletivo), Carlos Santos, as propostas apresentadas pelas empresas não
evoluíram e, por isso, a assembleia continua confirmada para a próxima
terça-feira. Santos afirma que o SET deseja apenas a mudança da data base, sem
oferecer nada em troca, e ressalta que os supostos 10% de aumento propostos
pelas empresas seriam diluídos em um período de 18 meses, resultando em menos
de 7% de reajuste anual.
"A proposta é insignificante e precisamos lembrar que
em 2020 nos sacrificamos com a pandemia, trabalhamos sem reivindicar aumento de
salário, sem manifestação ou paralisação, justamente para não prejudicar
principalmente o setor de saúde", afirma Santos. Ele destaca também que,
enquanto a tarifa do transporte continua a mesma para os usuários, as empresas
recebem um subsídio de R$ 3,40 por passagem, enquanto os salários dos
trabalhadores não foram corrigidos em 15% desde 2020.
A proposta de reajuste salarial apresentada, de apenas 5% de
aumento linear, está muito abaixo das expectativas da classe, que já enfrentou
um período sem reajuste durante o auge da pandemia. Carlos Santos ainda ressalta
que o reajuste concedido em 2021 mal cobriu as perdas inflacionárias.
"Os trabalhadores já rejeitaram [a proposta]. De
qualquer forma, prosseguiremos e teremos a assembleia na terça-feira, às 9h em
frente ao Terminal Padre Pelágio, onde discutiremos o indicativo de
greve", afirma o presidente do Sindicoletivo.
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