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Assim, o acumulado no ano, que já chegou a atingir 3,06%, cai para 2,06% no primeiro semestre de 2023
Goiânia registra a maior deflação do país em junho
11/07/2023, às 13:45 · Por Redação
A inflação no mês de junho registrou queda de 0,97%, em
Goiânia, considerada a maior da série histórica para o período, conforme o
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação
oficial do país. No ano anterior, o índice foi de 0,51%. Assim, o acumulado no
ano, que já chegou a atingir 3,06%, cai para 2,06% no primeiro semestre de
2023.
A deflação, inclusive, foi maior do que a média nacional,
tornando a capital goiana a responsável por registrar a maior queda geral do
Brasil. No país, a inflação oficial do mês de junho caiu 0,08%, ficando 0,31
ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,23% registrada em maio. A queda, de
acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi puxada
principalmente pelas baixas nos transportes, alimentação e habitação.
Os transportes, grupo com maior peso na cesta de compras das
famílias com rendimentos entre 1 e 40 salários mínimos, recuou 2,17% no mês,
devido à queda no preço dos combustíveis de veículos (5,91%) e do veículo novo
(4,15%). A alimentação e bebidas, por sua vez, caiu 1,42% em junho. O grupo
teve influências das quedas das carnes (3,50%), leite longa vida (3,41%),
frango em pedaços (2,51%), tomate (18,75%), óleo de soja (9,59%) e
feijão-carioca (6,07%).
Em relação à habitação, houve queda de 1,27%. No grupo, o
item com maior peso é energia elétrica residencial, que caiu 4,82% no mês de
junho. O botijão de gás também se destacou com queda de 4,87% no mês. Em
contrapartida, houve aumento de 1,98% no aluguel residencial, que acumula
variação de 3,60% no primeiro semestre de 2023.
Menor variação do IPCA no país
Em relação aos índices regionais, apenas cinco áreas
apresentaram alta em junho. A maior alta foi em Belo Horizonte (0,31%), em
função da energia elétrica residencial (13,66%). Já a maior queda foi
registrada em Goiânia (-0,97%), influenciada pelas quedas de 5,40% na gasolina
e de 4,83% na energia elétrica residencial.
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