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Defesa alega à liberdade de expressão do ex-BBB
Ex-BBB goiano recorre de condenação após ele falar mal de hospital de Anápolis
18/07/2023, às 07:59 · Por Redação
A defesa do ex-participante do Big Brother Brasil (BBB),
Caio Afiune, recorreu da condenação de indenização de R$ 10 mil do fazendeiro
por chamar de “carniça” o atendimento do Hospital Evangélico Goiano (HEG), em
Anápolis, a 55 km de Goiânia.
Afiune foi condenado a pagar R$ 10 mil de indenização por
danos morais. O advogado Samuel Santos afirma que a fala de Caio durante a
participação dele no programa não causou prejuízo à unidade e destaca que o
fazendeiro tem direito à liberdade de expressão. A informação é do G1.
Conforme a sentença, que foi publicada no dia 04 de julho,
em uma conversa com os demais participantes do BBB, Caip compartilhou uma
experiência que teve no HEG. O fazendeiro afirma que “quebrou o pau” no
hospital por causa do atendimento à esposa dele, Waléria Mota, que na época
estava grávida.
“Ela estava grávida, teve uma infecção nos rins e estava em
uma área top que eu estava pagando a mais para ela ficar sozinha em quarto
massa. Eles tiraram ela da parte das grávidas e colocaram ela do lado de
pessoas com virose. Eu falo é batido: uma carniça, carniça, despreparados para
cuidar dos outros”, disse.
Após a declaração, o HEG entrou na Justiça com uma ação de
indenização por danos morais alegando que o ex-BBB ofendeu gratuita e
deliberadamente a honra da unidade. O processo foi julgado pelo juiz Carlos
Henrique Loução, da 4ª Vara Cível de Anápolis, e Caio foi condenado.
“É nítido que o réu narrou impropérios e associou,
negativamente, a imagem do hospital à prestação de serviço defeituoso e fora
dos padrões normais para um serviço de saúde, referindo-se aos serviços e ao
atendimento prestados à sua esposa como ‘carniça’”, escreveu Loução.
Recurso
Na última quinta-feira, 13, a defesa de Caio protocolou um
recurso contra a condenação. Segundo o advogado Samuel Santos, a sentença
representa uma privação da liberdade de expressão do ex-BBB.
“As declarações do Caio foram somente uma livre manifestação
de um fato que ele viveu com a esposa no hospital. É uma manifestação de
opinião, que ele tem direito”, afirma.
Além disso, destaca que outros pacientes também relataram um
atendimento negativo na unidade. “As declarações foram corroboradas por outras
pessoas que passaram por situações semelhantes”, ressalta.
Por fim, o advogado explica que o recurso apresentado demonstra
que não houve dano moral à unidade. “Nós entendemos que não houve dano à
instituição. Então, recorremos para que o Tribunal possa reformar a decisão”,
finaliza.
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