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Autoridades britânicas reconhecem a excelência dos controles sanitários oficiais brasileiros
Fim do controle do Reino Unido pode aumentar exportações de carne goiana
21/07/2023, às 10:59 · Por Redação
Produtores goianos trabalham com a expectativa do aumento das exportações depois do anúncio do Reino Unido do fim do controle reforçado às exportações de produtos de origem animal. Com as autoridades britânicas reconhecendo a excelência dos controles sanitários oficiais brasileiros, que garantem a qualidade dos produtos consumidos no Brasil e em países importadores, é possível que isso reflita no aumento das exportações da carne brasileira – e goiana, por consequência.
Para o assessor técnico de Pecuária da Gerência Técnica de Assuntos Econômicos da Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Paulo Moreira, a melhor parte dessa notícia é o reposicionamento do Brasil no cenário internacional. “Demonstra que temos uma avaliação positiva e que temos credibilidade para voltar a exportar carne para o Reino Unido”, comentou o assessor da Faeg.
A decisão do governo britânico foi fundamentada no relatório de uma auditoria técnica realizada por equipes do Reino Unido em outubro do ano passado. O foco era avaliar o sistema brasileiro de inspeção de produtos de origem animal, mais especificamente aves e a carne bovina. A missão reconheceu que o Brasil resolveu as questões relacionadas aos controles sanitário e fitossanitário que haviam levado à imposição dos controles reforçados.
Segundo Paulo, o controle reforçado adotado antes atrasava o processo de exportação pelo excesso de burocracia. Agora, o governo brasileiro deve indicar os frigoríficos que vão poder exportar diretamente para o Reino Unido.
A lista dos aptos para a exportação para o mercado britânico deve ser elaborada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mas ainda não foi divulgada. “Os principais exportadores, com certeza, estarão na lista”, antecipou o assessor da Faeg.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Carnes Frescas no Estado de Goiás (Sindiaçougue), Silvio Yassunaga, relata que os açougues não sentiram, pelo menos por enquanto, nenhum impacto no preço da carne. “Se vai ter no futuro, a gente só vai saber lá pra frente”, afirmou.
O assessor da Faeg acredita que o possível aumento nas exportações não deve impactar no preço em Goiás, porque, segundo ele, o mercado interno é o maior responsável pelo consumo da maior parte da carne produzida no Brasil. “Mesmo aumentando a exportação pro Reino Unido, ainda é pouco quanto comparado ao consumo do mercado interno”, avaliou.
Silvio lembra que a estabilização do preço da carne depois da queda no início do ano foi por conta da grande quantidade de gado pronto pro abate no primeiro semestre de 2023. “Isso fez a oferta aumentar muito e derrubou os preços”, destacou.
O presidente do Sindiaçougue reconhece que a exportação pode afetar o mercado. “Exportação sempre pressiona os preços no consumo interno”, disse. Além disso, segundo ele, a pequena alta do preço da carne no mês de julho se deu em virtude da entressafra.
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