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Quatro matérias foram aprovadas com apenas 14 parlamentares em plenário e um que participava de forma remota; regimento determina ao menos 17
Vereadores de Goiânia faltam sessões e projetos são votados sem quórum mínimo
16/08/2023, às 08:36 · Por Redação
Algo está se tornando comum como na sessão ordinária da última terça, 15, na Câmara Municipal de Goiânia, os vereadores votaram projetos de leis sem o devido quórum qualificado previsto no regimento interno da Casa.
Foram quatro matérias aprovadas com apenas 14 parlamentares em plenário e um que participava de forma remota. Entretanto, o regimento interno da Casa determina que as votações devem ocorrer com, no mínimo, maioria absoluta de vereadores, ou seja, 17 parlamentares. A reportagem esteve na Câmara de Goiânia e, do total de 35 vereadores, constavam apenas três como ausentes.
Porém, a maioria dos parlamentares marcou presença na sessão e deixou o plenário, enquanto outros assinalaram após o encerramento. A sessão durou pouco mais de 40 minutos e a votação dos projetos em pauta - que começa regimentalmente a partir das 10 horas da manhã - durou apenas 11 minutos. Além dos quatro projetos, foram aprovados cinco requerimentos. No momento da votação, nem Anselmo Pereira (MDB), que presidia a sessão, e nem outro parlamentar pediu a verificação de quórum.
Na Casa, tramita um projeto de emenda à Lei Orgânica do Município (LOM), de autoria de Paulo Magalhães (UB), que prevê que os vereadores que faltarem a 33% das sessões ordinárias percam o mandato. Atualmente, o artigo 70 da LOM estabelece apenas que a perda do mandato será declarada pela mesa diretora, de ofício ou mediante provocação de qualquer vereador.
Magalhães disse que vai pedir a anulação da votação dos projetos e requerimentos aprovados nesta terça-feira. “Eles (os vereadores) levam tudo na barriga e isso não é responsabilidade de um bom vereador, que ganha um bom salário. Essa é a pior legislatura que eu já vi na minha vida”, disse o vereador.
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